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Detidos em Alligator Alcatraz enfrentam graves violações de direitos humanos

Amnesty International denuncia abusos na prisão de imigração da Flórida, com jaulas, insalubridade e negligência médica; pede fechamento imediato

An aerial view of the south Florida immigration jail known as Alligator Alcatraz on 4 July 2025.
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  • Amnesty International publicou relatório alegando abusos em Alligator Alcatraz, a prisão de imigração da Flórida, e no centro de processamento Krome, operado por empresa privada em nome do governo dos EUA, com detidos acorrentados em jaula de 2ft e sem água por até um dia.
  • O relatório descreve condições insalubres, superlotação, acesso inadequado a água e medicação, exposição a insetos, iluminação constante e violência de guardas.
  • Detainees afirmam que acesso a atendimento médico é irregular, com punições como confinamento prolongado e uso de castigos por ações consideradas triviais.
  • A análise aponta falhas de registro e rastreamento de detentos no Alligator Alcatraz, dificultando localização de familiares e advogados; no Krome, há denúncias de procedimentos de intake lentos e mau atendimento médico.
  • Amnesty recomenda fechamento imediato de Alligator Alcatraz, encerramento de acordos com autoridades federais e fim da detenção em massa, pedindo ações para interromper abusos relatados.

Amnesty International divulgou um relatório detalhado sobre abusos em centros de imigração na Flórida, destacando condições degradantes, uso de jaulas externas, negligência médica e suposta violência por guardas. O documento baseia-se em entrevistas com detidos, de visitas de campo a Krome e em relatos de organizações de defesa, além de registros públicos.

O relatório aponta que a prisão no Alligator Alcatraz, nome visto pelos detidos como “a caixa”, funciona fora da supervisão federal e recebe recursos do FEMA para funcionar. Dentre as denúncias está a privação de água, higiene precária, superlotação e iluminação constante, com detidos em cadeias a céu aberto sob calor e umidade da região.

Segundo o texto, os detidos relatam que a cadeia externa é usada como punição para infrações superficiais ou inexistentes. Relatos descrevem casos em que pacientes solicitando medicação receberam retaliação e foram colocados na jaula por longos períodos. A gestão estadual afirma que o centro opera sob a autoridade de emergências, sem supervisão direta da ICE.

A Amnesty descreve também dificuldades de acesso a serviços médicos, alimentação de qualidade duvidosa e violação de privacidade. Em depoimentos, detidos dizem ficar acorrentados ao sair da jaula e sofrer com acesso irregular a água potável e a serviços de higiene, além de riscos físicos e mentais aumentados pela falta de tratamento.

O relatório cita o centro de processamento de Krome North, em Miami, sob operação de uma empresa privada contratada pela ICE. Persistem relatos de superlotação, atrasos em procedimentos de entrada e restrições de assistência médica, com alegações de punições disciplinarias severas, uso de confinamento solitário prolongado e obstáculos ao acesso a defesa legal.

A Amnesty também descreve incidentes de violência e discriminação por guardas contra imigrantes, incluindo pesquisas que registraram agressões físicas e práticas desumanas. Relatórios de pessoal da organização indicam que novos detentos chegam a dormir dias inteiros em ônibus sem banheiros nem ar-condicionado, até que haja espaço interno disponível.

O texto aponta que a gestão de Alligator Alcatraz é de responsabilidade do DEM, com repasse de verbas federais, e que o funcionamento do local ocorreu após ordem judicial de fechamento em agosto, resposta a críticas de organizações ambientais. A organização apela por encerramento imediato da instalação e pela suspensão de acordos com autoridades federais.

Avaliações da Amnesty incluem recomendações para encerrar o funcionamento de Alligator Alcatraz e suspender cooperações com a ICE, além de exigir ações federais para impedir a punição desumana de migrantes. A organização destaca a gravidade das condições, pedindo respostas rápidas de autoridades estaduais e federais.

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