- Foi anunciada a prisão de Brian J. Cole Jr., residente de Woodbridge, Virgínia, acusado de transportar explosivo entre estados e de danificar as sedes das comissões republicana e democrata.
- A investigação aponta ligação de Cole aos artefatos por meio de imagens, dados de celular e registros de compras realizados entre 2019 e 2020.
- As bombas foram plantadas na noite de 5 para 6 de janeiro de 2021, perto do Capitólio, durante a preparação para a certificação da vitória de Joe Biden; não chegaram a detonar.
- Segundo a polícia, Cole comprou componentes usados na montagem das bombas, como tubo galvanizado, tampas de fim e conectores de nove volts, além de itens adquiridos entre 2019 e 2020.
- Caso seja condenado, ele pode pegar décadas de prisão; o caso representa avanço significativo após quase cinco anos de investigação.
Foi anunciada a prisão de Brian J. Cole Jr., morador de Woodbridge, Virginia, sob acusações de transportar explosivo entre estados e danificar as sedes das comissões republicana e democrata. A detenção representa avanço significativo em um caso que perdura há quase cinco anos. Cole, de 30 anos, pode pegar décadas de prisão caso seja condenado.
Segundo a investigação, as autoridades ligaram os explosivos a Cole por meio de imagens de vigilância, dados históricos de torres de celulares e registros de compras ao longo de 2019 e 2020. Elementos como tubos galvanizados, tampas, conectores de pilha 9V e outros itens aparecem nas evidências.
Relatórios indicam que o suspeito continuou adquirindo componentes para a fabricação mesmo após os artefatos terem sido encontrados no Capitólio. Compra de temporizador de cozinha branco e duas baterias 9V, em 21 de janeiro, na Walmart, e tubos galvanizados na Home Depot, no dia seguinte, são citadas pela acusação.
Acusação e evidências
As bombas foram plantadas na noite de 5 para 6 de janeiro de 2021, próximas às sedes da RNC e da DNC, em meio à preparação da certificação da vitória presidencial de Joe Biden. Não chegaram a detonar; porém, vieram a público no dia seguinte, durante a invasão ao Capitólio.
A investigação oficial descreve que um homem com moletom cinza, máscara, luvas e tênis Nike realizou a colocação dos artefatos em uma viela próximo à RNC e sob um banco na área externa da DNC. Perícia e câmeras foram usadas para rastrear o trajeto e confirmar a ligação com Cole.
Na época, Kamala Harris, então futura vice-presidente, estava no interior da DNC e precisou ser evacuada. Um raio-X de segurança já havia sido feito pela Secret Service, antes de a área ser isolada. A resposta policial enfrentou falhas de perímetro em ambos os locais.
Desdobramentos jurídicos
As autoridades ressaltam que as bombas continham materiais viáveis e poderiam ter causado ferimentos graves ou mortes. A denúncia aponta transporte interestadual de explosivo com intenção de causar dano e danos às sedes partidárias.
Declararam que o caso avançou com a análise de grande volume de dados, dicas e informações cruzadas ao longo de anos. A prisão de Cole é vista como resposta ao atraso percebido pelos investigadores e pela opinião pública.
Contexto e próximos passos
O caso continua sob apuração da polícia federal, com a acusação já formalizada. As próximas etapas incluem o andamento do processo, possíveis audiências e a avaliação de provas adicionais. A Justiça deverá se debruçar sobre as circunstâncias que cercam a montagem dos artefatos.
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