- O inspetor-geral do Departamento de Defesa concluiu que o secretário de defesa Pete Hegseth violou políticas ao compartilhar planos de ataques em Yemen em um chat do Signal, usando celular pessoal.
- O relatório aponta que informações não públicas, se interceptadas por um adversário, poderiam colocar tropas em risco, incluindo nas forças em atuação no exterior.
- O documento relata que, em 14 de março, o chefe do Comando Central dos EUA enviou um e-mail com detalhes operacionais ao secretário e ao presidente interino do Estado‑Maior Conjunto, cerca de 17 horas antes dos ataques de 15 de março.
- Hegseth enviou, às 23h44 de 15 de março, mensagens com informações operacionais no chat do Signal, vindas do e-mail, enquanto estava em Fort McNair, na presença de seu assistente militar e de um comunicador particular.
- O senador Mark Warner pediu a renúncia de Hegseth; o secretário publicou no X que não houve informações classificadas e que o caso estava encerrado, segundo o relatório.
O inspetor-geral do Departamento de Defesa (IG DoD) informou que Pete Hegseth violou políticas ao compartilhar planos de ataques no Iêma. A divulgação ocorreu por meio de um grupo do Signal neste ano, expondo tropas a riscos. O caso levou a novos pedidos de demissão.
Segundo o relatório não classificado, o uso de celular pessoal para assuntos oficiais e o envio de informações não públicas por meio do Signal podem comprometer dados sensíveis, caso interceptados por adversários. O risco envolvido foi destacado pelo IG.
O relatório detalha que um e-mail seguro do Comando Central dos EUA chegou a Hegseth e ao presidente interino do estado-maior em 14 de março, pouco antes dos ataques de 15 de março. Informações operacionais foram repassadas nesses registros.
No dia 15 de março, às 11h44, Hegseth enviou mensagens com informações operacionais ao grupo do Signal, incluindo detalhes alinhados ao conteúdo do e-mail. A comunicação ocorreu em sua residência, no Fort McNair, em Washington, com assistentes presentes.
Democrata Mark Warner, vice-presidente da comissão de Inteligência, pediu a renúncia de Hegseth, destacando a segurança de membros das forças. Em resposta, Hegseth escreveu nas redes sociais que não houve informações classificadas e que houve exonerção total.
O IG DoD aponta que apenas parte das mensagens do celular particular foi disponibilizada, com outras mensagens autoexcluídas por configurações de chat. A instituição utilizou transcrição da Atlantic para completar o registro do material.
O relatório também aponta que, diante do contexto, Hegseth afirmou ter recebido o briefing em 14 de março e que, como secretário de Defesa, tem autoridade para classificar ou desclassificar informações. A defesa sustenta que houve uso de detalhes não específicos.
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