- Maduro confirmou, há dez dias, uma ligação telefônica com o presidente dos EUA, Donald Trump, em tom cordial e sinalizando possível passo para diálogo entre os governos.
- Trump afirmou ter conversado com Maduro, sem fornecer detalhes do conteúdo.
- Washington mantém a acusação de que Maduro lidera o suposto Cartel de los Soles e oferece recompensa de 50 milhões de dólares por informações que levem à captura do líder venezuelano.
- Maduro diz que manobras militares americanas buscam derrubá-lo e tomar as reservas de petróleo venezuelanas.
- A nota ressalta que o diálogo entre ambos é um tema em aberto, com possíveis avanços diplomáticos desde que haja respeito entre os governos.
Nicolás Maduro confirmou nesta quarta-feira, 3, que manteve uma conversa telefônica com Donald Trump há cerca de dez dias. O tom foi descrito como cordial, em um diálogo entre os governos da Venezuela e dos Estados Unidos. A declaração ocorre no contexto de tensão entre as duas nações.
Segundo Maduro, a conversa sinalizou a possibilidade de avanços diplomáticos de respeito mútuo, com a expectativa de um diálogo entre Estados. O presidente venezuelano enfatizou que a diplomacia é o caminho para a paz e para a resolução de questões entre os dois países.
Em relação ao tema, Washington mantém acusação de que Maduro lidera o que seria o Cartel de los Soles, classificado como organização terrorista por autoridades americanas. Além disso, os EUA ofereceram recompensa de 50 milhões de dólares por informações que possam levar à captura do líder chavista.
A Venezuela, por sua vez, afirma que manobras militares dos Estados Unidos visam derrubar o governo e tomar o controle de suas reservas de petróleo. O governo venezuelano vê a proximidade de um diálogo como sinal de possível abertura para negociações.
A repercussão sobre o encontro ainda envolve o posicionamento público de Trump, que apenas ressaltou ter ocorrido uma ligação, sem detalhar o conteúdo. Não houve confirmação de acordos formais entre as partes até o momento.
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