- Investigadores retomarão as buscas pelo MH370, desaparecido em 2014 com 239 pessoas a bordo, após mais de uma década.
- A nova operação começa em 30 de dezembro, na região do Oceano Índico, em uma área de 15 mil quilômetros quadrados.
- A empresa Ocean Infinity será remunerada apenas se encontrar destroços significativos, com pagamento de até US$ 70 milhões.
- A missão terá duração de 55 dias intermitentes.
- Malásia, Austrália e China permanecem envolvidas, buscando localizar os destroços para esclarecer o ocorrido.
Mais de uma década após o desaparecimento do voo MH370, investigadores retomam as buscas com foco em estabelecer o destino da aeronave. O Boeing 777 sumiu em 8 de março de 2014, na rota Kuala Lumpur–Pequim, levando 239 pessoas a bordo, entre elas 150 chineses e 50 malaios.
Dados de satélite indicaram possível queda na costa australiana do Oceano Pacífico, mas duas grandes operações de busca não localizaram o avião. As peças encontradas ao longo do Índico geraram hipóteses sobre deriva, confiadas a análises técnicas.
Em novembro de 2024, o governo malaio confirmou a retomada da busca, prevista para 30 de dezembro. A área alvo é de 15 mil km² no Oceano Índico, com a Ocean Infinity responsável. A empresa receberá até US$ 70 milhões se encontrar destroços significativos, e a operação terá 55 dias intermitentes.
Detalhes da nova operação
A área de busca foi definida com base em avaliações técnicas sobre a provável localização da aeronave. Segundo o Ministério dos Transportes da Malásia, a localização exata não é divulgada publicamente, mas o governo sustenta o compromisso com as famílias das vítimas.
A Ocean Infinity iniciara a operação, que já havia começado em março anterior, mas foi suspensa por más condições climáticas. A empresa atuará por períodos intermitentes ao longo de 55 dias, totalizando a janela de pesquisa prevista.
Especialistas destacam que, apesar de décadas de análise, o desfecho depende da descoberta de destroços. Até o momento, apenas três fragmentos de asa foram confirmados como pertencentes ao MH370, com o restante utilizado para modelar áreas prováveis de deriva.
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