- Federica Mogherini renunciou aos cargos de reitora do College of Europe e diretora da EU Diplomatic Academy, em meio a investigações da EPPO sobre fraude e corrupção.
- A EPPO afirma ter “fortes indícios” de que informações confidenciais teriam sido compartilhadas na licitação para a criação da EU Diplomatic Academy, lançada em 2023 com orçamento próximo de € 1 milhão.
- A investigação envolve o College of Europe, com buscas feitas na sede do EEAS em Bruxelas e na residência de Mogherini; a EPPO destacou suspeitas relacionadas a uso de informações privilegiadas e violação de segredo profissional.
- Stefano Sannino, ex-chefe do Serviço Europeu para a Ação Externa, também foi formalmente acusado e informou que se afastará até o fim do ano, mantendo a presunção de inocência.
- Mogherini, ex-chefe da política externa da União Europeia (2014-2019), já havia iniciado um segundo mandato de cinco anos como reitora antes da renúncia anunciada.
Federica Mogherini anunciou renúncia aos cargos de reitora do College of Europe e de diretora da EU Diplomatic Academy, em meio a acusações de fraude e corrupção. A investigação, conduzida pela EPPO, aponta indícios fortes de uso de informações confidenciais em uma licitação ligada à academia lançada em 2023 com orçamento próximo de 1 milhão de euros. A decisão foi comunicada aos funcionários do College.
O College of Europe mantém sedes em Bruges, Natolin e Tirana, e a EU Diplomatic Academy funciona como escola para diplomatas em formação. A EPPO formalizou acusações contra Mogherini e outras duas pessoas, citando fraude em licitação, corrupção, conflito de interesses e violação de segredo profissional. Todos são presumidamente inocentes até prova em contrário.
Desdobramentos legais e acusações
Segundo a EPPO, as investigações avaliam se houve compartilhamento de informações confidenciais com um dos candidatos à licitação. A operação inclui diligências no quartel-general do EEAS, em Bruxelas, e na residência de Mogherini. Stefano Sannino, ex-chefe do EEAS entre 2021 e 2024, também foi formalmente acusado. Ele pediu licença até o fim do ano, mantendo a presunção de inocência.
Mogherini, que comandou a política externa da UE de 2014 a 2019, já havia sido reconduzida ao College em setembro. O advogado da ex-ministra afirmou que ela foi transparente durante o inquérito de 10 horas e espera ser inocentada. A Comissão Europeia informou que Sannino se afasta temporariamente até a aposentadoria prevista.
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