- Em outubro, a Roskomnadzor bloqueou o Snapchat e impôs restrições ao FaceTime da Apple, alegando uso para atividades criminosas; a divulgação foi feita apenas na quinta-feira.
- A agência afirmou que os dois apps seriam usados para organizar atividades terroristas, recrutar perpetradores, cometer fraudes e outros crimes contra cidadãos.
- As medidas seguem restrições já impostas a YouTube, WhatsApp, Instagram e Telegram, e acompanham a promoção de um app nacional chamado Max, que pode compartilhar dados com autoridades.
- Autoridades passaram a adotar listas brancas de sites aprovados e já bloquearam o Roblox, como parte do controle sobre o ambiente digital.
- Especialistas dizem que as ações visam ampliar o controle da internet na Rússia, com monitoramento de tráfego; o uso de VPNs ainda é citado por alguns, apesar de bloqueios frequentes.
O regulador russo das comunicações, Roskomnadzor, bloqueou o Snapchat e impôs restrições ao FaceTime da Apple. A medida aponta para uso das plataformas em atividades criminosas no território russo. A ação foi anunciada como válida desde 10 de outubro, mas foi divulgada pela imprensa apenas nesta quinta-feira.
Apple e Snap Inc. não comentaram o assunto por meio de mensagens enviadas aos seus escritórios. O Roskomnadzor afirmou que as duas plataformas eram usadas para organizar atividades terroristas, recrutar perpetradores e cometer fraudes contra cidadãos.
A medida se soma a restrições anteriores a YouTube, WhatsApp, Instagram e Telegram, já em vigor após a invasão da Ucrânia em 2022. Autoridades adotaram leis restritivas, listas brancas e incentivos a apps nacionais, ampliando o controle sobre a internet.
Contexto recente
A Rússia tem intensificado o controle da conectividade desde 2022, com bloqueios a plataformas internacionais e criação de serviços locais. A estatal promove o Max, aplicativo nacional de mensagens e serviços, visto por críticos como ferramenta de vigilância.
Especialistas apontam que a regulação exige que plataformas tenham conta com o órgão. Caso não cumpram, há risco de bloqueio ou de compartilhamento de dados com autoridades. Analistas ressaltam a tendência de maior supervisão online.
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