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Solicitantes de asilo em Nauru recebem US$115/semana, uvas custam US$20

Refugiados enviados pela Austrália a Nauru enfrentam fome e custos de vida altos, sem direito a trabalhar; apenas oito obtiveram proteção até o momento.

Asylum seekers on Nauru have spoken out about their hunger and declining health.
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  • Mais de cento e cinquenta pessoas foram enviadas para Nauru pelo governo australiano desde o recomeço do processamento offshore em 2023, com uma ajuda de 230 por quinzena para alimentação e itens essenciais.
  • Nauru proíbe estrangeiros de trabalhar durante o processamento; quem trabalha sem visto pode ser processado ou deportado, e os gastos de moradia podem ser cortados.
  • Até agora, apenas oito pessoas obtiveram status de refugiado desde 2023, o que permite trabalhar legalmente; o prazo previsto para a decisão é de 60 dias, mas alguns ficam mais de quatro meses sem resolução.
  • A combinação de alto custo de vida e preços elevados de alimentos leva alguns solicitantes a trabalhar de forma irregular para tentar sobreviver.
  • O acordo com a Austrália cobre moradia e utilidades, e há um contrato de quase meio bilhão de dólares com operadores privados; internet custa 99 por mês e os preços de itens básicos no país são altas devido à dependência de importações.

Relatos indicam que, desde 2023, a Austrália enviou centenas de candidatos a asilo para Nauru sob o regime de processamento offshore. O governo australiano mantém um repasse de 230 dólares australianos por quinzena para alimentação e suprimentos, além de cobrir alojamento e utilidades. O objetivo é processar pedidos de proteção na ilha do Pacífico.

Quem está envolvido? Pessoas buscando proteção internacional enviadas pela Austrália, o governo de Nauru e a empresa privada responsável pela gestão de encarregos de alojamento sob contrato com a Austrália. A lei de Nauru proíbe estrangeiros de trabalhar sem visto de trabalho emitido pelo Departamento de Imigração.

Quando e onde isso ocorre? O regime de processamento offshore foi reiniciado em 2023 em Nauru, uma pequena ilha no Pacífico. Mais de 160 pessoas já foram enviadas desde então, segundo autoridades. Algumas aguardam decisão de proteção há mais de quatro meses, além de enfrentarem altos custos de vida.

Contexto e impacto

A norma local impede que os demandantes trabalhem durante o processamento. Mesmo com o pagamento de 230 por quinzena, há relatos de fome e gastos elevados, levando alguns a buscar empregos informais em postos de combustível ou obras para complementar a renda. A situação levanta preocupações sobre dignidade e bem-estar.

Apesar do acordo, apenas oito pessoas obtiveram status de refúgio desde 2023, o que permite trabalhar legalmente. O prazo-alvo para decisões de proteção é de 60 dias, mas casos já excederam esse período, gerando insegurança entre os interessados.

Reações e prioridade

Autoridades de Assuntos Internos sinalizaram que a aceleração do processamento é uma prioridade no novo acordo regional. A organização de defesa de direitos dos asilados critica a situação, afirmando que a verba atual não é suficiente para garantias mínimas de alimentação e água, e que a necessidade de trabalhar surge para sobrevivência diária.

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