- O intervalo de dois anos de conflito no Oriente Médio abriu oportunidades em Gaza, Líbano, Síria e Irã, mas elas podem ser desperdiçadas por falhas de implementação e atraso dos Estados Unidos, de Israel e de países árabes.
- Em Gaza, mais de setenta mil palestinos morreram; Hamas continua controlando cerca de metade do território, e o plano de paz de Donald Trump previa uma força internacional para desarmar o Hamas e grande reconstrução, mas doadores e parceiros resistem enquanto não há segurança.
- No Líbano, houve avanços com a eleição do presidente Joseph Aoun, porém é necessário desarmar o Hezbollah e restabelecer o monopólio estatal sobre as armas; Israel continua atingindo alvos do Hezbollah.
- Síria e Irã seguem caminhos complexos: Israel quer manter liberdade de ação na Síria, mas há pressões por um acordo de segurança; no Irã, há sinais de diálogo com os Estados Unidos mediado por parceiros regionais, mas a liderança iraniana nega cartas de abertura.
- Há sinais de novas tentativas de retomar negociações, com visitas de diplomatas dos Estados Unidos e mediadores regionais em Gaza, Líbano, Síria e Irã, embora permaneçam dúvidas sobre a viabilidade e o ritmo dos acordos.
A movimentação diplomática recente volta a mirar a retomada de negociações em Gaza, com visitas de representantes internacionais, ao mesmo tempo em que cresce a pressão sobre o Líbano para desarmar o grupo Hezbollah. Há avanços e resistência em negociações com Síria e Irã, mediadas por paí ses da região. O cenário fica mais complexo após anos de conflito que abalaram a região.
A análise indica que oportunidades surgiram nos últimos dois anos, mas foram prejudicadas pela falta de implementação e atraso de potências externas. Em Gaza, a liderança governante permanece com o Hamas em grande parte da população, o que complica a reconstrução e a presença de uma força internacional de estabilização defendida no passado.
Gaza e as perspectivas de paz
Movimentos diplomáticos ganham impulso com visitas a Israel e aos territórios palestinos para reativar o processo de paz, ainda que sem garantias de avanços rápidos. A ideia de uma força internacional para desarmar o Hamas e o desenho de um PCB para reconstrução são citados como parte de cenários discutidos por atores internacionais.
Líbano, Síria e Irã em foco
Em Beirut, a eleição de um presidente com apoio ao exército aponta para uma soberania mais plena, mas a necessidade de desarmar Hezbollah persiste. Em Damasco, o diálogo com Israel é visto como possível, desde que haja garantias formuladas de segurança para a região. Sobre o Irã, surgem sinais de contatos discretos para reabrir negociações com os Estados Unidos, mediadas por aliados regionais, ainda que haja posições firmes de cada lado.
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