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Turista vasco é atacado por sírio em Berlim

Turista espanhol descreve sequelas físicas e transtorno pós‑traumático; julgamento contra o suspeito sírio segue com 12 dias de audiência até 29 de janeiro de 2026

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  • O turista espanhol, 31 anos, foi apunhalado perto do Monumento às Vítimas do Holocausto em Berlim em fevereiro, dois dias antes das eleições gerais alemãs.
  • O acusado, Wassim al M., é um cidadão sírio de 19 anos, apontado pela Justiça como responsável pela tentativa de assassinato com motivação islamista e antissemita.
  • O relato do turista detalha sequelas físicas e psicológicas, incluindo a dificuldade de trabalhar e o trauma de ataques que o acompanham.
  • Itens encontrados na mochila do agressor — alfombra de oração, Corán e faca — foram apresentados como evidência; o julgamento permanece em andamento com 12 dias de audiência até 29 de janeiro de 2026.
  • O Estado mantém a linha de motivação islamista e antissemita; o acusado expressou pesar por meio do advogado, enquanto a vítima reiterou o impacto do ataque.

O turista espanhol de 31 anos foi apunhalado perto do Monumento às Vítimas do Holocausto, em Berlim, no dia 21 de fevereiro, dois dias antes das eleições gerais na Alemanha. O ataque, atribuído a um cidadão sírio, Wassim al M., é alvo de acusação por tentativa de assassinato com motivação islamista e antissemita. A vítima recebeu tratamento por ferimentos graves na garganta, no rosto e na mão, após se defender de um segundo ataque.

Nessa semana, o turista voltou a comparecer ao tribunal de Berlim para descrever as sequelas físicas e psicológicas e as dificuldades de retornar ao trabalho. O relato aponta que segue com tremores, dor e ansiedade ao ser tocado por trás. O espanhol relatou que não viu o agressor durante a agressão, ocorrida em meio a turistas no local. O acusado, segundo a defesa, expressou pesar por meio de seu advogado.

Evidências apresentadas e andamento do julgamento

Foram mostradas imagens que captaram o ataque e itens encontrados na mochila do agressor: uma almofada de oração, um Corão e um faca de caça. O Estado mantém a linha de que houve motivação islamista e antissemita. O júri deve ouvir novas testemunhas em até 12 dias de audiência, com previsão de encerramento para 29 de janeiro de 2026.

O acusado, de 19 anos, ainda não se pronunciou diretamente no tribunal; sua defesa informou que ele reconheceu o sofrimento causado e enviou uma mensagem de desejo de retornar à vida normal. A acusação federal aponta para tentativa de assassinato, ferimentos graves e possível filiação a uma organização terrorista. A sessão continua nesta semana.

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