- Um memorando do Departamento de Estado formaliza a fiscalização de vistos para pessoas consideradas engajadas na censura à expressão nos EUA.
- Conforme o documento, consulados devem negar vistos a quem seja responsável ou cúmplice em censurar a expressão protegida nos Estados Unidos.
- O processo exige checagem mais rigorosa para identificar atividades como desinformação, moderação de conteúdo, verificação de fatos, conformidade e segurança online.
- A medida começa com foco inicial em vistos H-1B, mas é aplicável a todos os tipos de visto.
- A iniciativa dialoga com a visão do governo sobre imigração legal e censura, gerando debate sobre impactos para a indústria de tecnologia e trabalhadores estrangeiros.
O governo Trump formalizou uma fiscalização mais rígida para a concessão de vistos a pessoas que, segundo a administração, participaram de censura à expressão nos EUA. A medida, detalhada em um memorando do Departamento de Estado, foi encaminhada a missões no exterior nesta semana.
O memorando orienta agentes consulares a negar vistos a quem tenha atuado para censurar ou tentar censurar a expressão protegida nos Estados Unidos. A revisão de antecedentes passa a buscar evidências de atividades como moderação de conteúdo, checagem de fatos e segurança online.
Inicialmente, a diretriz se aplica a vistos H-1B, voltados a trabalhadores estrangeiros altamente qualificados, especialmente na área de tecnologia. No entanto, a aplicação é ampla a todas as situações de vistos, segundo relatos.
O documento pede verificação de histórico de trabalho, incluindo perfis em redes sociais e menções na mídia a atividades de combate à desinformação, moderação de conteúdo e conformidade. Caso haja indícios de censura, o oficial deve indicar a ineligibilidade do candidato.
A medida se insere em um conjunto de ações da gestão Trump para restringir a imigração legal via vias consulares. O objetivo declarado é impedir a entrada de estrangeiros percebidos como censores da liberdade de expressão nos EUA.
Analistas divergem sobre impactos. Especialistas alertam para risco de confusão entre constante proteção à segurança online e censura, especialmente em áreas como justiça digital e proteção de menores. A medida pode afetar fluxos de trabalhadores qualificados.
A fala pública sobre o tema tem sido acompanhada de reações no setor de tecnologia, com críticas à ampliação de critérios que podem dificultar admissões de profissionais estrangeiros, potencialmente gerando impactos econômicos. Observadores aguardam desdobramentos legais e operacionais.
O Departamento de Estado não comentou oficialmente o conteúdo de documentos vazados. Em nota, órgão reiterou que defende a liberdade de expressão dos americanos e não apoia a entrada de estrangeiros que atuem para silenciar cidadãos.
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