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Corte dos EUA decide legalidade de ordem de cidadania por nascimento de Trump

Supremo Tribunal dos EUA decide julgar legitimidade da ordem de Trump que restringe cidadania por nascimento, após bloqueios judiciais anteriores

The US supreme court in Washington. Photograph: Bloomberg/Getty Images
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  • O Supremo Tribunal dos EUA concordou nesta sexta-feira em decidir sobre a legalidade da ordem de Donald Trump que restringe fortemente o direito à cidadania por nascimento.
  • A ordem foi assinada horas após o início do segundo mandato de Trump e visava mudar a interpretação da cidadania automática de bebês nascidos no território americano.
  • Diversos tribunais ao redor do país emitiram injunctions bloqueando a política, que o governo então levou ao Supremo para contestar.
  • Em junho, o tribunal superior havia decidido que injunções nacionais de tribunais inferiores excederam sua autoridade, mas não havia julgado a validade da proibição de nascimento.
  • O DOJ recorreu de decisão de tribunais inferiores que bloquearam a ordem, em ação movida por pais e crianças cuja cidadania estava ameaçada pela diretriz, baseada na Emenda XIV e em uma lei federal sobre cidadania por nascimento.

A Suprema Corte dos Estados Unidos concordou nesta sexta-feira em decidir sobre a legalidade da ordem de Donald Trump que restringe fortemente o direito à cidadania por nascimento. A medida foi assinada poucas horas após o início do segundo mandato do então presidente. O objetivo era limitar a cidadania de crianças nascidas no país quando nenhum dos pais fosse cidadão ou residente permanente.

Diversos tribunais federais ajuizaram injunctions que bloquearam a política, levando o governo a levar o caso à Justiça. Em junho, a Corte entendeu que ordens nacionais emitidas por tribunais de instância inferior excediam a autoridade, mas não pronunciou sobre a legalidade da própria naturalização por nascimento.

Contexto jurídico e novas etapas

A Corte aceitará um recurso do Departamento de Justiça contra a decisão de tribunais inferiores que proibiram a aplicação da ordem. O processo envolve uma ação coletiva movida por pais e crianças cuja cidadania estaria em risco. A alegação central é a violação da 14ª emenda e de uma lei federal que codifica o direito à cidadania na base do nascimento.

A ação sustenta que a política fere a interpretação tradicional da 14ª emenda, que assegura cidadania a quem nasce no território dos EUA. O governo argumenta que a matéria envolve discrição administrativa e questões de segurança nacional. O tribunal deve indicar, em momento ainda não definido, se revisará a matéria de forma ampla.

O que está em jogo e próximos passos

A decisão da Suprema Corte pode alterar a aplicação prática da cidadania por nascimento em casos futuros. A apelação do Departamento de Justiça está sob análise, com detalhes a serem anunciados posteriormente. O resultado pode trazer impactos amplos para famílias e para o regime de imigração dos EUA.

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