- Documento de estratégia de segurança nacional assinado por Donald Trump endossa abertamente a teoria da “great replacement” e aponta que a Europa pode sofrer “erasure civilizacional” nas próximas duas décadas.
- O texto defende que os EUA devem cultivar resistência dentro da Europa, incentivar a defesa própria e abrir mercados europeus para bens e serviços americanos.
- A versão publicada sinaliza alinhamento com partidos nacionalistas europeus de direita e críticas à migração e à soberania da União Europeia.
- O ministro alemão das Relações Exteriores, Johann Wadephul, afirmou que a Alemanha continua sendo aliada estratégica, mas que questões de liberdade de expressão devem ficar a cargo dos países europeus.
- O documento ressalta a importância estratégica da Europa para os EUA, defendendo cooperação com países alinhados para restaurar a antiga grandeza e atuar conjuntamente para evitar domínio de adversários.
O Documento de Segurança Nacional divulgado pela Casa Branca na quinta-feira apresenta alinhamento da administração Trump com forças nacionalistas na Europa. O texto, assinado pelo próprio Trump, defende a ideia de que a Europa enfrenta erosão civilizacional devido à migração e à integração com a UE.
Segundo o material, a Europa estaria em declínio econômico e enfrentaria problemas mais profundos, como políticas da UE que impactam liberdades, migração, censura de expressão e perda de identidades nacionais. O documento propõe que os EUA cultivem resistência às trajetórias europeias.
Além disso, o texto sustenta a necessidade de apoiar partidos nacionalistas europeus e de estimular a defesa europeia, com abertura de mercados para bens e serviços americanos. A retórica associa a ascensão de partidos patrióticos ao renascimento da identidade europeia.
O documento destaca a importância da Europa para os EUA e afirma que a parceria transatlântica é essencial para a prosperidade global. A publicação ocorre em meio a críticas europeias sobre liberdade de expressão e organização de sociedades livres, sem citar nomes.
Em reação inicial, o ministro das Relações Exteriores da Alemanha afirmou que a aliança com os EUA continua estratégica para a segurança, mas questões de expressão e organização de sociedades não são tema de aconselhamento externo.
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