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DOJ busca eliminar proteções contra abuso sexual para LGBTQ+ em prisões

Departamento de Justiça orienta prisões a ignorar proteções do PREA, atualizando padrões para alinhar com ordem de Trump, elevando risco de violência e confusão na gestão carcerária

The US Department of Justice headquarters in Washington DC.
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  • O Departamento de Justiça dos EUA emitiu um memo com efeito imediato orientando prisões a ignorarem proteções a pessoas LGBTQ+ contra abuso sexual e a interromperem auditorias de conformidade com o PREA.
  • O PREA, lei de dois mil e três, prevê avaliação de risco de vitimização ao alocar moradores em alojamentos, incluindo o status LGBTQ+.
  • O memo busca alinhar os padrões do PREA a uma ordem executiva de Donald Trump, conhecida como “restoring biological truth”.
  • Criadores de políticas e defensores afirmam que as mudanças podem aumentar a violência e gerar confusão entre responsáveis pelas prisões.
  • Mesmo com a ordem, tribunais já frearam parte de suas medidas; especialistas ressaltam que o PREA continua em vigor e que abusos podem acarretar responsabilidade dos locais.

O Departamento de Justiça dos EUA emitiu um memorando que orienta prisões a ignorarem as proteções a pessoas LGBTQ+ contra abuso sexual, já em vigor. As diretrizes também pedem que inspetores deixem de auditar o cumprimento dessas proteções. A medida visa alinhar normas do PREA a uma ordem executiva de Trump.

Segundo o memorando, as mudanças entram em vigor imediatamente. O documento também afirma que o DOJ está buscando atualização formal das regras para refletir a ordem de Trump. O PREA estabelece avaliações de risco e diretrizes para evitar abusos em prisões.

Contexto do PREA

O PREA, aprovado por unanimidade em 2003, obriga que indivíduos presos sejam avaliados quanto ao risco de violência sexual, com consideração de status de LGBTQ+. A norma vale para estabelecimentos correcionais federais e locais. O objetivo é reduzir a violência contra pessoas trans, não conformes de gênero e queer.

Reações e desdobramentos

O memorando foi encaminhado aos auditores do PREA, que passam a ignorar proteções em futuras avaliações. Defensores argumentam que isso aumenta o risco de violência e confusão entre líderes prisionais. Organizações de direitos humanos ressaltam a importância da monitoria independente.

Representantes da ACLU e de grupos de defesa disseram que o PREA continua válido perante a lei, ainda que haja mudanças na política. Advogados de pessoas trans ressaltaram o impacto negativo na segurança de detentos e funcionários. A Casa Branca e a Bureau of Prisons não comentaram o assunto.

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