- Em Kamanyola, na região leste da República Democrática do Congo, houve combate entre a milícia M23 e o Exército congolês, com bombardeios e evacuações de civis.
- A milícia M23 passou a controlar Kamanyola, enquanto soldados burundianos reforçam posições para conter avanços.
- Centenas de civis cruzaram a fronteira para Ruanda em meio aos confrontos e explosões que abalaram a região.
- Relatos indicam que escolas, hospitais e casas foram atingidos pelos bombardeios, aumentando o temor entre a população.
- Um acordo de paz assinado em Washington, entre Congo e Ruanda, buscava estabilidade na região, mas, até o momento, ainda não surtiu efeito visível no terreno.
No meio de intensos combates na região leste do Congo, o grupo M23 disputa a cidade fronteiriça de Kamanyola com o exército congolês, apoiado por combatentes burundianos. A ofensiva ocorre dias após a assinatura de um acordo de paz em Washington, visando estabilizar a região rica em recursos naturais.
Ações de combate se intensificaram nesta sexta-feira em South Kivu. Militares do M23 lutam pela tomada de Kamanyola, enquanto soldados burundianos reforçam posições para evitar uma possível vitória do grupo insurgente. Bombardeios e evacuações civis foram relatados nas primeiras horas do dia.
Kamanyola aparece como ponto crucial, pois marca a confluência de Congo, Rwanda e Burundi. O M23 já controla a cidade, conforme relatos de agências internacionais. A Burundianaças afirmam reforçar fronteira para impedir avanço dos combatentes apoiados por Kigali e seus aliados.
Civis fugiram em massa para a fronteira com Ruanda durante a madrugada. Testemunhas relatam explosões que abalaram imóveis e áreas residenciais, enquanto autoridades locais descrevem escolas e hospitais atingidos por ataques. Observadores apontam risco de escalada no território.
Autoridades de Ruanda monitoram a afluência de refugiados na fronteira de Bugarama, a cerca de 2 km do local do conflito. Relatos de moradores indicam que famílias buscam abrigo imediato diante do fogo cruzado entre ataques aéreos e tiros de artilharia.
Na quinta-feira, o acordo de paz entre Congo e Ruanda, mediado pelos Estados Unidos, foi assinado em Washington. O objetivo é reduzir a tensão na região leste, após meses de violência. Até o momento, não houve efeito visível garantido no terreno.
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