- Oito… não: 24 resgatistas são acionados pela Justiça grega em Lesbos por supostos delitos ligados à chegada de migrantes, com penas de até 20 anos de prisão.
- As acusações apontam para pertencimento a organização criminial, favorecimento da imigração irregular, transporte de estrangeiros sem direito de entrada e lavagem de dinheiro, referentes a operações entre 2015 e 2018.
- A primeira fase do julgamento ocorreu em sala lotada; parte das acusações envolve a participação em um grupo de WhatsApp de coordenação de resgates e supostas irregularidades administrativas desde 2018.
- Entre os grupos mencionados estão a Emergency Response Centre International (ERCI), a Proactiva Open Arms e a Campfire; a ERCI era mais organizada e coordenava atividades na mesma região da costa.
- Testemunhas, como Erasmia Roumana, responsável da ACNUR em Lesbos, relatam o contexto de 2015-2016, com grande fluxo de refugiados, quando diversas ONGs passaram a atuar para suplementar o trabalho das autoridades locais.
O julgamento de 24 rescatistas começou em Lesbos, na Grécia, sob acusações de pertencer a organização criminosa, favorecer imigração irregular, transportar estrangeiros sem direito de entrada e lavagem de dinheiro. A ação envolve operações entre 2015 e 2018, realizadas durante o resgate de migrantes na ilha. A pena máxima pode chegar a 20 anos de prisão.
Os réus incluem membros de ERCI, Campfire e Proactiva Open Arms, entidades que atuaram na costa de Lesbos. ERCI, mais estruturada, dividiu tarefas com outras ONGs que coordenavam desembarques e socorros. Algumas pessoas não faziam parte diretamente da ERCI.
A audiência ocorreu com a sala cheia e seguiria nesta sexta-feira, com possibilidade de adiamento para janeiro de 2026 caso se estenda. Entre os acusados, há quem tenha atuado em conjunto com organizações diversas, entre elas Campfire e Proactiva Open Arms.
Testemunha inicial foi Erasmia Roumana, da ACNUR em Lesbos, que descreveu o fluxo de migrantes entre 2015 e 2016. Ela mencionou o grupo de WhatsApp South Lesvos Response usado para coordenar resgates, segundo a acusação, com dados de posições marítimas.
A defesa sustenta que as acusações são vagas e que muitos nomes aparecem apenas em autos sem ações concretas. Advogados argumentam que não houve provas de conduta criminosa e que o grupo de WhatsApp era uma ferramenta de coordenação entre várias entidades.
Entre 2015 e 2017, agentes destacaram relações entre ONGs e guarda-costas gregos como relativamente estáveis. Em 2018, a fiscalização aumentou, com mais solicitações de documentação e verificações de passaportes, mudando o ritmo das operações de resgate.
Entre na conversa da comunidade