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Haddad diz que EUA vão enviar proposta para enfrentar o crime organizado

Haddad diz que os EUA devem apresentar proposta de parceria para combater crime organizado e lavagem de dinheiro, com 55 fundos sob investigação e peças de fuzis chegando a facções

Haddad se reuniu com encarregado de negócios dos EUA no Brasil, Gabriel Escobar, para discutir cooperação contra crime organizado. (Foto: Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda)
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  • O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que os Estados Unidos devem apresentar ao Brasil uma proposta de cooperação para enfrentar o crime organizado.
  • Haddad se reuniu com o encarregado de negócios dos EUA no Brasil, Gabriel Escobar, para tratar do tema.
  • Ele disse que a relação deve deixar de ser formal e burocrática e que a parceria pode potencializar o combate à lavagem de dinheiro e o rastreamento de recursos que chegam às facções.
  • A apuração envolve cinquenta e cinco fundos de investimento, sendo quarenta no Brasil e quinze no exterior.
  • As investigações apontam que peças de fuzis enviadas dos Estados Unidos ao Brasil acabam nas mãos de facções; a apuração também vai investigar quem exportou, por que exportou, para quem exportou e operações no porto.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que os Estados Unidos devem apresentar uma proposta de cooperação para enfrentar o crime organizado. A declaração ocorreu após reunião com o encarregado de negócios dos EUA no Brasil, Gabriel Escobar. O objetivo é tornar a relação entre os dois países mais prática e menos formal.

Haddad disse que a integração pode potencializar o combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento de facções. O ministro informou que 55 fundos de investimento estão sob apuração por suposta atuação criminosa, sendo 40 no Brasil e 15 no exterior.

Proposta de cooperação

O ministro destacou que os EUA vão encaminhar uma proposta de parceria para ampliar a atuação conjunta. Segundo Haddad, há interesse em cruzar informações sobre fluxos financeiros e operações transnacionais.

Além disso, o conteúdo apurado aponta que peças de fuzis exportadas dos Estados Unidos teriam chegado a facções criminosas brasileiras. Haddad afirmou que o Brasil enviará informações a autoridades americanas competentes para identificar exportadores, destinos e eventuais operações no porto.

A previsão é que as autoridades brasileiras detalhem aos EUA quem exportou, por que exportou e quais foram as etapas logísticas, incluindo possíveis movimentações dentro de contêineres no porto. As investigações seguem em andamento.

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