- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, endossou o candidato Nasry Asfura na eleição presidencial de Honduras e mencionou a possibilidade de cortar ajuda caso ele perca; também decretou perdão ao ex-presidente Juan Orlando Hernández, o que gerou controvérsia.
- A apuração em Honduras enfrentou falhas no sistema digital de contagem de votos, elevando tensões políticas e levando adversários a questionarem o resultado.
- Em Bolivia, o novo presidente Rodrigo Paz sinalizou reformas graduais pró-mercado, com planos de buscar ao menos nove bilhões de dólares em empréstimos de instituições como Banco Mundial e Banco de Desenvolvimento da América Latina; prevê fim de imposto sobre riqueza e de taxas financeiras.
- Paz também pretende reduzir gastos do governo em 2026, ampliar o uso de criptomoedas e facilitar o ambiente de negócios, sem depender de condições estritas do Fundo Monetário Internacional.
- O governo dos Estados Unidos intensificou a pressão sobre a Venezuela, buscando condições para a saída de Nicolás Maduro e mantendo negociações com setores da oposição; no âmbito multilateral, a União teve participação restrita na cúpula do G-20, com EUA em isolamento parcial.
O presidente dos EUA, Donald Trump, endossou o candidato de oposição em Honduras, Nasry Asfura, e sinalizou que pode cortar ajuda caso o favorito perca. O país realiza eleição presidencial em meio a tensões políticas, com a contagem de votos enfrentando falhas no sistema digital de apuração.
Trump também mencionou o perdão ao ex-presidente hondurenho Juan Orlando Hernández, condenado nos EUA por tráfico de drogas. A medida gerou controvérsia local e reacendeu debates sobre a interferência externa no pleito.
Asfura liderava, até a tarde de quinta-feira, com vantagem razoável sobre o candidato de oposição Salvador Nasralla. O pleito teve interrupções no sistema de contagem, considerado inaceitável pela autoridade eleitoral Cossette López-Osorio.
Paz assume na Bolívia com agenda gradual
Rodrigo Paz, novo presidente da Bolívia, anunciou reformas graduais alinhadas ao modelo pró-mercado. A meta é estabilizar a economia e reduzir déficits sem aplicar choque fiscal abrupto.
O governo negocia empréstimos com o banco multilateral World Bank e o Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe, estimando pelo menos 9 bilhões de dólares. Medidas incluem a extinção de imposto sobre riqueza e de taxas financeiras.
Além disso, o governo pretende cortar gastos públicos em 2026, ampliar o uso de criptomoedas e facilitar negócios. A estratégia evita acordos obrigatórios com o FMI, buscando fontes alternativas de financiamento.
Pressão dos EUA sobre Venezuela e agenda no G-20
Nos EUA, a ofensiva contra Nicolás Maduro ganhou contornos de negociação, com sinais de condições para a saída do poder e possíveis amnistias para familiares. Relações com outros países permanecem um ponto-chave da estratégia.
No âmbito internacional, o último encontro do G-20, realizado na África do Sul, destacou temas como credores e reformas de bancos de desenvolvimento. Mesmo com a comunicação entre os governos, os EUA decidiram não participar ativamente do fechamento da declaração final.
Outros desdobramentos regionais
A agenda norte-americana também busca consolidar acordos comerciais na região, com atenção às relações com países vizinhos e ao fortalecimento de alianças regionais. Tópicos como dinamismo econômico, inovação financeira e governança pública aparecem na discussão pública.
Entre na conversa da comunidade