- A audiência para decidir a extradição de Carla Zambelli, presa em Roma desde julho, foi adiada para 18 de dezembro.
- A defesa apresentou novos documentos, que a Corte de Apelação deverá avaliar quanto à admissibilidade.
- Se a Corte rejeitar a inclusão dos anexos, o processo de extradição poderá seguir; se aceitar, poderá haver novo prazo para o julgamento.
- O Ministério Público italiano já se manifestou favorável à extradição.
- O ministro Alexandre de Moraes pediu a extradição ao Brasil em junho, e a Advocacia-Geral da União atua no processo, com garantias diplomáticas já asseguradas pelo Brasil.
A audiência sobre a extradição da deputada Carla Zambelli (PL-SP) foi adiada para 18 de dezembro, em Roma. A defesa apresentou novos documentos, cuja admissibilidade será analisada pela Corte de Apelação italiana.
Zambelli, presa em Roma desde julho, foi condenada pelo STF a 10 anos por invasão de sistemas do CNJ e a 5 anos e 3 meses pela perseguição a um eleitor em São Paulo. Em junho, Moraes pediu a extradição ao Brasil.
O Ministério Público italiano já se manifestou favorável à extradição. A Advocacia-Geral da União atua no processo, que envolve garantias diplomáticas previamente acordadas pelo Brasil, visando assegurar a integridade da deputada durante o cumprimento da pena.
Avanços processuais
A Corte de Apelação decidirá, na audiência de 18 de dezembro, se os novos anexos podem compor o processo. Caso rejeite, a extradição poderá prosseguir com base nos elementos já existentes. Aceitando, pode haver novo prazo para o julgamento.
A decisão final dependerá da avaliação da admissibilidade dos documentos apresentados pela defesa, além de considerar os trâmites diplomáticos entre Brasil e Itália e as garantias já acordadas pelo Estado brasileiro.
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