- Macron disse que não há desconfiança entre EUA e Europa e destacou a importância da unidade na questão ucraniana durante visita à China; ele afirmou apoiar os esforços de paz dos EUA e que os europeus devem liderá-los.
- Der Spiegel divulgou uma suposta transcrição de chamada privada em que Macron e o chanceler alemão Friedrich Merz expressaram dúvidas sobre os esforços dos EUA para mediar entre Ucrânia e Rússia.
- Segundo a transcrição, Macron teria alertado Zelensky sobre o risco de os EUA traírem a Ucrânia em relação a território, sem garantias de segurança; Macron negou tudo publicamente.
- Merz foi citado dizendo que é preciso ser “muito cuidadoso” e comentou sobre uma diplomacia com Washington; De Wever se opôs à ideia de usar ativos russos congelados para financiar a Ucrânia.
- Merz escreveu no FAZ que as decisões nos próximos dias definirão a independência europeia; a União Europeia busca levantar cerca de € 90 bilhões para sustentar a Ucrânia em 2026 e 2027, com opções entre empréstimos no orçamento ou ativos congelados usados como garantia.
O Spiegel divulgou uma suposta transcrição de uma chamada entre líderes europeus, na qual Macron e Merz teriam expressado ceticismo em relação aos esforços diplomáticos dos EUA para mediar o conflito na Ucrânia. O material cita Macron alertando Zelensky sobre o risco de traição em relação ao território, sem garantias de segurança.
Em resposta, Macron negou as acusações publicamente, afirmando que não houve traição ou dúvidas sobre a aliança com os EUA. Merz teria dito que é preciso ser muito cuidadoso e mencionou uma diplomacia com Washington. Wever se posicionou contra a ideia de usar ativos russos congelados para financiar a Ucrânia.
Reações e desdobramentos
Merz escreveu um artigo defendendo que as decisões recentes moldam a independência europeia. Wever reiterou oposição ao confisco de ativos russos. A União Europeia busca um plano de financiamento para a Ucrânia, com opções como empréstimo ao orçamento ou garantia com ativos congelados.
Washington apresentou uma proposta de 28 pontos para encerrar o conflito, criticada por alguns aliados europeus por não incluir a Ucrânia. Diplomatas apoiaram novas negociações, enquanto Kiev enfrenta pressões para manter o apoio financeiro e militar.
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