- Namíbia apresentou propostas para suspender o banimento do comércio internacional de chifre de rinoceronte negro e branco e de presas de elefante, mas as propostas foram rejeitadas na Cites em Samarcanda, com cerca de 30 votos a favor de aproximadamente 120, sem atingir dois terços.
- A votação manteve o veto ao comércio de chifre de rinoceronte e também falhou a tentativa de abrir o comércio de marfim de elefante africano.
- A Cites mantém o banimento desde mil novecentos e setenta e sete; registre-se que o tráfico de rinoceronte continua, com mais de oito mil animais perdidos na última década.
- Segundo a IUCN, rinoceronte negro está classificado como criticamente em perigo, com seis mil quatrentos e vinte e um indivíduos em mil nefenta; rinoceronte branco do sul está próximo do ameaçado, com quinze mil setecentos e cinquenta e dois, queda de onze por cento desde mil e vinte e três.
- Namibia acumula estoques significativos de chifres—estimados em cerca de seis vírgula quatro cinco toneladas de chifre de rinoceronte branco e quatro vírgula seis toneladas de rinoceronte negro—levando alguns a defender a venda caso o comércio internacional seja legalizado; prática de dehorning é citada como forma de reduzir saque, mas aumenta o estoque.
Namíbia teve duas propostas rejeitadas na reunião da Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (Cites) em Samarcanda, Uzbequistão. A votação, realizada no início da semana, não alcançou o apoio de dois terços necessários.
As propostas miravam suspender o banimento do comércio internacional de chifres de rinoceronte negro e branco, além de contestar a proibição sobre a circulação de marfim de elefante africano. O resultado foi anunciado pela conferência na quarta-feira.
A medida dehornning, adotada por vários países da região desde 1989, não foi revertida. Assim, o estoque de chifres, incluindo os de rinoceronte negro e branco, permanece proibido de comercialização internacionalmente.
Especialistas discutem a motivação por trás dos estoques acumulados de chifres. Entidades de conservação apontam que a prática de retirar os chifres evita ataques de saques, mas gera grandes reservas que complicam o controle do comércio ilegal.
Na Namíbia, o número de rinocerontes abatidos por caça ilegal atingiu recorde em 2022, com 87 mortes. Dados oficiais indicam que esse foi o ano mais grave desde o início do monitoramento. Países vizinhos já haviam debatido medidas semelhantes no passado.
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