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Parlamento alemão aprova plano de serviço militar em meio a protestos estudantis

Parlamento alemão aprova modelo de serviço militar com triagem obrigatória para 18 anos; sem conscrição imediata, possibilidade de retorno da medida caso falte efetivos, com protestos em noventa cidades

A young protester demonstrates outside the Reichstag in Berlin on Friday against military conscription with a sign that reads ‘My future belongs to me.’ Photograph: Maja Hitij/Getty Images
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  • O parlamento alemão aprovou um novo modelo de serviço militar que prevê triagem obrigatória de homens de dezoito anos a partir de 1º de janeiro, sem conscrição imediata.
  • Se não houver recrutamento suficiente, o tema da reintrodução da conscrição será colocado em discussão, disse o ministro da Defesa.
  • A lei foi aprovada com 323 votos a favor, 272 contra e uma abstenção.
  • Estudantes saíram às ruas em noventa cidades para protestar contra o plano, perdendo, em alguns casos, aulas para participar.
  • A meta é chegar a 460 mil membros, sendo 260 mil ativos e 200 mil reservistas, com expectativa de ampliar o efetivo em relação à situação atual.

O parlamento alemão aprovou um novo modelo de serviço militar que visa ampliar as Forças Armadas, mantendo sem conscrição imediata. A partir de 1º de janeiro, será obrigatório o rastreio de todos os homens de 18 anos para avaliar aptidão. Se não houver recrutamento suficiente, a ideia é discutir a reintrodução da conscrição.

A mudança ocorre após a suspensão da conscrição em 2011, sob o governo de Angela Merkel, para promover um exército profissional. Hoje, Berlim busca aumentar o contingente de combatentes e reservas, com meta de 460 mil militares no total.

Além do tema militar, milhares de estudantes participaram de protestos em 90 cidades contra a medida. Eles abandonaram as aulas para as marchas, em clima similar a ações climáticas estudantis.

Votação e desdobramentos

O texto foi aprovado por 323 votos a 272, com uma abstenção. Entre os contrários, destacam-se legendas de direita e de esquerda, que contestam o alcance da obrigatoriedade e as implicações para jovens.

Defesas oficiais afirmam que a lei não impõe a obrigação de servir, tampouco prevê envio automático de jovens para missões no exterior. Autoridades ressaltam a necessidade de superar a atual carência de voluntários.

Conforme o ministro da Defesa, Boris Pistorius, a norma representa um passo crucial para a defesa do país, com respaldo de aliados. A parlamentar Siemtje Möller, do SPD, avaliou o debate como necessário para esclarecer dúvidas públicas.

Descontentamentos também surgiram entre opositores que criticam o custo e a eventual coerção de jovens. Partidos de oposição pedem salvaguardas para evitar impactos educacionais e sociais.

A discussão sobre o serviço militar ocorre em meio a outros temas de política social, como propostas de reforma do sistema de pensões, que também impactam jovens e trabalhadores.

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