- A Pinta Art Fair está em sua quarta edição em Miami, reunindo cerca de 40 galerias de 19 cidades, além de ações em Lima, Buenos Aires e Assunção, com foco na arte contemporânea latino-americana.
- O evento acontece em um hangar à beira-mar no bairro Coconut Grove e busca destacar a produção artística da região, mesmo diante de desafios políticos e de vistos para entrar nos Estados Unidos.
- Além da feira em Miami, a Pinta promove semanas de arte em Panama City e Assunção, com planos para Medellín e Santo Domingo em 2026, para fortalecer ecossistemas artísticos locais.
- A edição inclui parcerias entre galerias, como Entre Tierras entre Viedma Galería de Arte e Artística Galería em Assunção, apresentando artistas paraguaios e obras de cerâmica e têxtil Karaguata.
- Um stand conjunto entre Galeria Matia Borgonovo (San Salvador) e Encarte (Cidade do México) destaca obras de Abigail Reyes e de Marco Aviña, evidenciando colaboração internacional e o papel de Miami como polo da cultura latina.
A Pinta Art Fair realiza sua quarta edição em Miami com foco na arte contemporânea latino-americana. O evento reúne cerca de 40 galerias de 19 cidades, além de ações em Lima, Buenos Aires e Assunção. O encontro ocorre em um hangar à beira-mar no bairro Coconut Grove, a cerca de 30 minutos de Miami Beach de carro.
Além da programação principal, a feira busca ampliar o desenvolvimento regional por meio de parcerias entre galerias. Em destaque, o projeto Entre Tierras, fruto da cooperação entre Viedma Galería de Arte (Assunção) e Artística Galería (Assunção). As atividades exploram linguagens diversas, com foco em artistas paraguaios.
Outra parceria de relevância envolve Galería Matia Borgonovo (San Salvador) e Encarte (Cidade do México), apresentando obras textuais e séries que dialogam com iconografia tradicional e referências pop. As galerias participam juntas pela terceira vez em Miami e pela segunda em Pinta.
Parcerias regionais vão além das galerias. A Pinta investe em residências de semanas de arte para fomentar ecossistemas locais em cidades como Panamá e Assunção. A iniciativa visa fortalecer infraestrutura cultural e ampliar oportunidades para artistas e instituições da região.
Para 2026 estão planejadas semanas de arte em Medellín, na Colômbia, e em Santo Domingo, na República Dominicana. A meta é manter o impulso de diálogo entre mercados variados da América Latina, promovendo circulação de obras, artistas e curadores.
O objetivo geral é apoiar cenas artísticas em países com ecossistemas ainda em desenvolvimento, segundo os organizadores. A iniciativa sustenta redes entre galerias, museus e comunidades locais, buscando crescimento conjunto. A abordagem privilegia colaboração e sustentabilidade.
Entre as obras em evidência, a apresentação Entre Tierras une cerâmica e têxteis de artistas de Assunção, incluindo cerâmicas das irmãs Carolina e Elditrudis Noguera e têxteis Karaguata de povos do Gran Chaco. O conjunto já teve aquisições em edições anteriores da feira.
Outra vitrine destacada reúne trabalhos de Abigail Reyes (texto) e Marco Aviña (pendentes), com base em iconografia mexicana e referências da cultura popular. O diálogo entre obras propostas por galerias distintas reforça a ideia de cooperação entre mercados latino-americanos.
A curadoria de la Pinta aponta a importância de Miami como polo de encontro entre culturas da região. Em meio aos desafios de vistos e viagens, a organização segue com uma agenda de feiras e semanas de arte para ampliar a visibilidade de produtores latino-americanos.
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