- Marina Lacerda, brasileira, foi vítima de Jeffrey Epstein e rompeu o anonimato em setembro, tornando-se voz ativa no caso.
- O Departamento de Justiça dos Estados Unidos tem até 20 de dezembro para decidir o que será aberto ou mantido em sigilo nos arquivos do caso Epstein.
- Entre os documentos esperados estão transcrições inéditas de grandes júris e materiais que nunca foram tornados públicos, em meio a pressões políticas.
- Em 19 de novembro, o presidente Donald Trump sancionou a Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, aumentando a expectativa de revelações.
- Marina aponta temores de edições que protejam envolvidos, mas diz que a luta é para expor abusos e defender futuras gerações.
A brasileira Marina Lacerda, conhecida por sua participação no caso Jeffrey Epstein, rompeu o anonimato em setembro e tornou pública sua história. O Departamento de Justiça dos EUA mantém até 20 de dezembro o prazo para decidir o que será divulgado nos arquivos do caso.
A divulgação está ligada a documentos cruciais, incluindo transcrições de grandes júris e materiais ainda não tornados públicos. As decisões ocorrem em meio a pressões políticas e resistências locais, com foco na transparência das informações.
Marina, que era conhecida como Vítima Menor-1, afirma que falou para expor abusos e promover justiça para futuras gerações. Hoje tem 37 anos, é mãe de uma menina de 12 e mantém o esforço para enfrentar a impunidade.
Desdobramentos do caso Epstein
Em 19 de novembro, o presidente Donald Trump sancionou a Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, elevando a expectativa de novas revelações. A lei estabelece a liberação gradual de documentos, com prazos e revisões.
Marina reiterou preocupação com edições que possam favorecer certos envolvidos ou proteger interesses de alto perfil. Ela afirmou que a divulgação pode enfrentar tentativas de censura e pressões políticas, especialmente após o fim de um shutdown.
Ela ainda destacou o desafio de narrativas que afetam sobreviventes, especialmente mulheres migrantes de famílias pobres. Marina descreveu tentativas de silenciamento por voos de represália e outros métodos, enfatizando a necessidade de evitar a normalização do abuso.
Marina enfatizou a importância de manter as vozes ativas, inclusive para futuras gerações. Ela disse estar preparada para enfrentar novas etapas da divulgação e pediu apoio àquelas que ainda enfrentam dificuldades para falar.
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