- Cerca de dez cabos submarinos foram rompidos desde 2022, sendo sete entre novembro de 2024 e janeiro de 2025, elevando a preocupação com a segurança dessa infraestrutura.
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- Rússia é citada como possivel responsável por parte dos estragos, com indícios como marcas de âncoras, mas não há provas conclusivas de intenção ou autoria.
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- China é apontada como potencial autora de destruição de cabos, com relatos de desenvolvimento de navio capaz de cortar cabos a até quatro mil metros de profundidade; Suécia pediu cooperação da China em investigações de rompimentos na região.
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- No Pacífico, governos vizinhos temem que cabos sejam alvos em caso de conflito com a China, já que conectam Japão, Taiwan, Coreia do Sul e Estados Unidos; pesquisas dos EUA destacam atuação chinesa e avanços tecnológicos para uso em guerra.
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- Medidas de proteção variam entre proteção jurídica, planos de backup em várias etapas e aumento de coordenação internacional; Japão e aliados têm excluído empresas chinesas de projetos de cabos com participação americana e dobrado esforços para reduzir vulnerabilidades.
Cabo submarino é a espinha da conectividade global. Em meio a relatos de sabotagem, novos dados apontam para danos múltiplos desde 2022, com sete rompimentos entre novembro de 2024 e janeiro de 2025. O Mar Báltico é o cenário citado com frequência.
Um estudo da Universidade de Washington indica que cerca de dez cabos foram rompidos nos últimos anos. A Rússia é mencionada como possível responsável, porém não há provas conclusivas de autoria ou de que os danos tenham sido intencionais.
A China aparece como possível autora de destruição de cabos, com relatos sobre desenvolvimento de um navio capaz de cortar cabos a até 4 mil metros de profundidade. Países do Pacífico temem impactos severos para a região caso ocorram falhas críticas.
Contexto regional
O Japão, Taiwan, Coreia do Sul e Estados Unidos dependem de redes de cabos no Pacífico, elevando a importância da proteção. Suécia solicitou em 2024 cooperação chinesa em investigações de rompimentos na região do Báltico.
Relatórios dos EUA apontam que a China participa de atividades de corte de cabos submarinos e avança em tecnologias que poderiam ser utilizadas em cenários de conflito. As informações aparecem em avaliações do USCC e de centros de pesquisa.
Para especialistas, a interrupção de um cabo principal pode isolar regiões inteiras da internet e de redes internas, afetando educação, economia e defesa. Taiwan seria particularmente vulnerável diante de um rompimento.
A ameaça não se restringe aos danos físicos: cabos podem ser interceptados para obter informações ou vantagens estratégicas, agravando tensões em guerras híbridas marítimas.
Os analistas destacam que menos esforço é necessário do que se imagina para romper cabos. Um recurso simples de lixamento no fundo do mar já seria suficiente para danificar a infraestrutura.
Medidas de proteção passam por aperfeiçoar a proteção jurídica, com leis mais severas contra o corte intencional de cabos. Técnicas de redundância e sensores podem reduzir impactos de falhas, porém não eliminam o risco em ataques militares.
Japão e aliados revisam políticas e excluem empresas chinesas de projetos de cabos com participação americana. Além disso, há iniciativas para distribuir cabos de forma mais segmentada e ampliar rotas de backup para evitar que um único dano comprometa a rede.
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