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Sobreviventes de ataque dos EUA presos a destroços por hora antes de ataque

Vídeo mostra dois náufragos lutando para virar o casco; debate sobre legalidade do ataque e possível crime de guerra ganha impulso

A social media post by Donald Trump shows a boat carrying alleged drug traffickers in the Caribbean in September.
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  • Vídeo mostrado a senadores em Washington mostra dois sobreviventes lutando para virar o casco de uma embarcação atingida, antes de morrerem em um segundo ataque; os homens estavam sem camisa, desarmados e sem equipamentos de comunicação.
  • O incidente ocorreu em 2 de setembro, no Caribe e no Pacífico leste, e o vídeo indica que mais de quatro munitions foram disparadas após a explosão inicial.
  • O ataque atual elevou o total a 22 ocorrências contra embarcações ligadas ao narcotráfico, deixando pelo menos 87 mortos na campanha.
  • O Pentágono informou um novo ataque mortal no Pacífico leste no mesmo dia, enquanto o governo discute a base legal para a campanha e possíveis crimes de guerra.
  • Reações no Congresso foram divididas; especialistas jurídicos questionam a legalidade de atacar náufragos, especialmente quando há sobreviventes incapacitados.

Dois sobreviventes de um ataque aéreo dos EUA contra uma embarcação suspeita de contrabando de drogas no Caribe aparecem em vídeo gravado durante a operação. A gravação, exibida a senadores a portas fechadas em Washington, mostra homens sem camisa agarrados ao casco destruído por cerca de uma hora antes de serem mortos em um segundo ataque. As imagens foram relatadas por fontes familiarizadas com o registro à Reuters.

A gravação indica que, na primeira explosão, nove tripulantes morreram, e que os dois sobreviventes lutaram para manter a embarcação estável antes de perderem a vida em novos disparos. Os homens parecem desorientados e não portavam equipamentos de comunicação visíveis. O vídeo também mostra a conclusão de que o casco pode ter sido mantido à tona para recuperar drogas.

Em 2 de setembro, a operação foi descrita pelas autoridades como um ataque letal em águas internacionais, operado por uma organização designada como terrorista. O Pentágono informou que quatro suspeitos a bordo foram mortos nessa ofensiva, a qual marcou a 22ª ação militar dos EUA contra embarcações no Caribe e no Pacífico oriental, elevando o saldo da campanha a pelo menos 87 vítimas.

Contexto legal e reações

O vídeo intensifica o debate sobre a legalidade de atacar náufragos e possíveis crimes de guerra. O secretário de Defesa na época, assim como outros responsáveis, é questionado sobre a base jurídica da campanha. Um alto oficial afirmou que não houve ordem para eliminar todos a bordo. O tema divide parlamentares, com críticas e defesas apresentadas por diferentes correntes.

Especialistas consultados destacam que, segundo doutrina de direito de guerra, ataques a combatentes incapacitados, inconscientes ou náufragos são proibidos, desde que não retomem hostilidades. Optar por ações contra navios naufragados é visto por alguns como ilegal, mesmo sob o argumento de combate ao narcotráfico. A discussão envolve ainda questões de transparência e necessidade de informações públicas sobre o conjunto de operações.

A divulgação das imagens ocorre em momento de questionamentos sobre a divulgação de outras peças de vídeo pela defesa dos EUA. Enquanto alguns congressistas defendem a legitimidade das ações, outros pedem maior clareza sobre os critérios usados para classificar alvos e justificar os ataques. Autores e juristas ouvidos ressaltam a importância de padrões internacionais para evitar abusos em operações militares.

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