- O inspetor-geral informou que o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, enviou informações não públicas do Departamento de Defesa pelo aplicativo Signal, usando telefone celular pessoal e rede não aprovada, o que aumentou o risco de comprometimento de dados e de tropas.
- O relatório descreve a situação como uma exoneração TOTAL, embora o porta-voz tenha afirmado que nenhuma informação classificada foi divulgada e que o assunto está encerrado.
- O documento detalha que Hegseth discutiu a quantidade e os horários de ataques de aeronaves tripuladas americanas sobre território hostil por meio de uma rede não segura.
- O contexto envolve críticas anteriores ao papel de Hegseth em ataques a lanchas no Caribe vinculados ao narcotráfico, incluindo um duplo disparo em dois de setembro que deixou 11 supostos traficantes mortos.
- O presidente afastou, em maio, o então assessor de Segurança Interna Mike Waltz após revelações de uma jornalista da revista The Atlantic, que foram compartilhadas em um grupo no Signal sobre esses ataques.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, foi alvo de um relatório do inspetor-geral que aponta uso de Signal para discutir ataques no Iêmen. Segundo o documento, ele transmitiu informações não públicas por meio de um celular pessoal, por rede não aprovada.
O material descreve essa prática como risco potencial de exposição de dados sensíveis e de tropas. O uso de um telefone pessoal para atividades oficiais foi destacado como fator de preocupação, apesar de o porta-voz afirmar que não houve divulgação de informações classificadas.
O relatório conclui pela exoneração TOTAL de Hegseth, embora o secretário tenha resistência de parte de sua defesa. O porta-voz do Pentágono negou divulgação de dados confidenciais, destacando que o assunto estaria encerrado.
Contexto e desdobramentos
Hegseth já enfrentava críticas pelo papel nos ataques a lanchas no Caribe associados ao narcotráfico. Dados relativos a horários de ataques teriam sido revelados previamente em conversas envolvendo o secretário.
A investigação anterior também repercutiu por envolver o uso de plataformas de mensagens e a controvérsia sobre a divulgação de informações militares sensíveis. O caso intensifica debates sobre segurança de comunicações no DoD.
Observações do órgão de fiscalização
O inspetor-geral destaca que o uso de redes não seguras e de dispositivos pessoais para comunicações oficiais aumenta o risco de dano às operações e ao pessoal. O documento reforça a necessidade de protocolos mais rígidos.
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