- Rússia lançou ofensiva noturna contra a Ucrânia com mais de 650 drones e 51 mísseis, atingindo várias regiões, incluídas áreas ocidentais do país. Sirenes também soaram no leste da Polônia.
- Em Kyiv, pelo menos três pessoas ficaram feridas; a Ukrenergo (operadora de energia da Ucrânia) informou que grande parte dos ataques atingiu usinas e infraestrutura energética.
- Há relatos não confirmados de que uma refinaria em Ryazan pode ter sido atingida; uma construção residencial também foi danificada por detritos de drones.
- A ofensiva ocorre enquanto EUA e Ucrânia mantêm negociações em Miami, com a Casa Branca tentando encerrar o conflito; reuniões anteriores ocorreram em Moscou entre Putin, Steve Witkoff e Jared Kushner.
- A situação é acompanhada por aliados europeus; a recalibração da estratégia dos EUA tem gerado divergências e esforços para manter o envolvimento europeu no processo.
Na madrugada deste sábado, a Rússia lançou uma ofensiva com drones e mísseis contra a Ucrânia, atingindo principalmente infraestrutura de energia em várias regiões do país. O ataque ocorreu durante as negociações entre EUA e Ucrânia em Miami, que buscam encerrar o conflito.
Segundo as forças armadas da Ucrânia, mais de 650 drones e 51 mísseis foram usados na operação, com ataques disseminados pelo território ucraniano, inclusive em regiões ocidentais distantes da linha de frente. Ukrenergo informou que grande parte da ofensiva visou usinas e redes de energia.
Sirenes também soaram em partes do leste da Polônia, próximo à fronteira com a Ucrânia. Em Kyiv, houveram relatos de feridos; ainda não há confirmação oficial sobre danos a instalações específicas. Um possível ataque a uma refinaria em Ryazan, na Rússia, permanece não confirmado.
Contexto diplomático e desdobramentos
As negociações entre Washington e Kyiv em Miami seguem para uma terceira rodada, com o objetivo de encerrar o conflito, segundo nota de autoridades americanas. Não há indicativos de acordo próximo, e as propostas de cessar-fogo ainda não foram aceitas por Kyiv.
A ofensiva ocorre em meio a intensificações recentes na capacidade de ataque energético da Ucrânia, com foco em reduzir o fornecimento de energia, calor e água para a população durante o inverno. As autoridades ucranianas destacam a necessidade de proteção do setor crítico.
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