Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

UE aprova novo adiamento de lei antidesmatamento

UE adia para fim de 2026 a entrada em vigor da lei de cadeias sem desmatamento; micro e pequenas empresas ganham extensão até 2027 com simplificações

O avanço das fronteiras agrícolas sabota o esforço para reduzir o desmatamento – Imagem: iStockphoto
0:00
Carregando...
0:00
  • A presidência do Conselho da União Europeia e o Parlamento chegaram a um acordo político provisório para adiar a entrada em vigor da lei contra o desmatamento para o final de 2026, com a aplicação para micro e pequenas empresas prevista apenas para meados de 2027.
  • O objetivo é simplificar a implementação das regras e preparar operadores, comerciantes e autoridades, com medidas adicionais de redução da burocracia.
  • Pelo acordo, apenas as empresas que colocarem um produto no mercado da UE pela primeira vez deverão apresentar uma declaração de diligência; varejistas e empresas situadas mais abaixo na cadeia ficam isentos, e micro e pequenas empresas terão declaração simplificada única com um identificador de declaração.
  • O texto ainda precisa de aprovação formal pelo Parlamento Europeu e pelos Estados-membros; o adiamento ocorre após pressão de setores industriais e de parceiros comerciais da UE, e o tema já era alvo de críticas de Estados Unidos, Brasil e Indonésia.
  • A lei busca impedir a venda na UE de produtos cultivados em áreas desmatadas após dezembro de 2020, abrangendo carne bovina, couro, cacau, café, óleo de palma, soja, madeira e borracha; originalmente prevista para entrar em vigor em 30 de novembro de 2024, já havia sido adiada previamente.

A presidência do Conselho da UE e representantes do Parlamento Europeu chegaram a um acordo político provisório para adiar a entrada em vigor da lei anti-desmatamento da UE. O objetivo é simplificar a implementação e permitir preparo de operadores, comerciantes e autoridades.

A nova posição envolve atraso para o fim de 2026. Micro e pequenas empresas ficariam com a aplicação em meados de 2027. Medidas de simplificação reduziriam burocracia, incluindo uma declaração de diligência apenas para primeiros colocadores no mercado.

Varejistas e setores mais baixos na cadeia ficariam isentos da obrigação. Micro e pequenas empresas emitiriam uma declaração simplificada única e receberiam um identificador de declaração para rastreabilidade. O adiamento decorre de pressões do setor industrial e de parceiros comerciais.

Detalhes do acordo

A lei visa proibir a venda na UE de produtos cultivados em áreas desmatadas após dezembro de 2020. Regula carne bovina, couro, cacau, café, óleo de palma, soja, madeira e borracha, incluindo derivados. A aplicação original estava prevista para 2024, com adiamento anterior de um ano.

A mudança também exclui do escopo itens como livros e jornais impressos, citando risco limitado de desmatamento. A flexibilização costuma beneficiar, em especial, a indústria de papel e celulose dos EUA. A formalização precisa ainda da aprovação do Parlamento e dos Estados-membros.

Contexto e próximos passos

A UE já discutava a lei desde 2023, com críticas de EUA, Brasil e Indonésia. A ideia é combater desmatamento associado ao consumo na UE e em outros países. A legislação exige trilhas de geolocalização e imagens de satélite para comprovar origem dos produtos.

As avaliações apontam impactos variáveis entre setores da cadeia de suprimentos. A próxima etapa envolve a votação formal pelos representantes do Parlamento Europeu e pelos Estados-membros, para consolidar o acordo alcançado nesta quinta.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais