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Consolidação da trégua em Gaza está em momento crítico, afirma Catar

Negociações da trégua apoiada pelos EUA entram fase crítica em Gaza; pausa não é cessar-fogo, com sete mortes e avanços sobre retirada de tropas e força internacional

Reuters
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  • As negociações para consolidar a trégua apoiada pelos Estados Unidos em Gaza estão em momento crítico, segundo o primeiro-ministro do Catar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman al-Thani.
  • A violência caiu desde a entrada em vigor da trégua, em outubro, mas não cessou; neste sábado foram registradas pelo menos sete mortes.
  • Mediadores buscam avançar para a próxima fase do cessar-fogo, incluindo retirada total de tropas israelenses, maior estabilidade em Gaza e abertura de Rafah, além de discutir o papel de uma força internacional.
  • O plano dos Estados Unidos prevê um governo palestino tecnocrático interino em Gaza, supervisionado por um conselho de paz internacional e por uma força de segurança internacional, mas ainda não há acordo sobre a composição e o mandato dessa força.
  • Hamas e Israel seguem apontando responsabilidades por violações, enquanto combates e ataques à infraestrutura continuam em diferentes regiões do território.

A trégua apoiada pelos Estados Unidos na guerra de Gaza entra em momento crítico, segundo o primeiro-ministro do Catar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman al-Thani. Mediadores atuam para avançar à próxima fase do cessar-fogo, conforme fala no Fórum de Doha.

A interrupção da violência, que começou com a entrada da trégua em vigor em 10 de outubro, ainda não encerrou o conflito. Pelo menos sete mortos foram registrados neste sábado em Gaza, elevando a tensão entre as partes envolvidas e os mediadores.

Segundo al-Thani, a pausa atual não é considerada um cessar-fogo. A retirada total das forças israelenses, a estabilidade em Gaza e a liberdade de entrada e saída seriam condições para o avanço, apontando para uma negociação mais ampla sobre a força de segurança internacional e o governo palestino technocrático.

Conteúdo base

As negociações sobre o que vem a seguir no plano do presidente dos EUA, Donald Trump, para encerrar a guerra, seguem em Cairo entre israelenses e mediadores. O último refém vivo ainda em Gaza seria devolvido para completar a primeira etapa do acordo, segundo fontes próximas aos cálculos.

Desde o início da trégua, o Hamas entregou 20 reféns vivos e 27 corpos em troca de cerca de 2.000 detidos palestinos. Israel indicou que abriria a passagem de Rafah para saída pelo Egito em breve, condicionando a entrada de Gaza à devolução do último refém morto.

O plano prevê um governo palestino tecnocrático interino em Gaza, supervisionado por um conselho de paz internacional e apoiado por uma força de segurança internacional. A composição e o mandato dessa força permanecem entre os principais obstáculos para o acordo.

Autoridades de saúde palestinas reportaram sete mortes neste sábado em Beit Lahiya, Jabalia e Zeitoun, todas no norte de Gaza, incluindo uma mulher de 70 anos morta por ataque de drone. O exército israelense afirmou ter atuado contra militantes que cruzaram a linha amarela, com três mortos, em dois incidentes separados.

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