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Dois organizadores de maratona presos no Irã por mulheres correrem sem hijab

Em Kish Island, dois organizadores da maratona são presos e crime é aberto após mulheres sem hijab competirem; pressão conservadora aumenta pela aplicação da lei

Iranian women without headscarves in Tehran. Observance of the hijab rules has become more sporadic since the 2022 protests.
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  • A Justiça iraniana prendeu dois organizadores de uma maratona realizada em Kish Island após imagens mostrarem mulheres competindo sem hijab.
  • O evento reuniu cerca de cinco mil participantes e ocorreu na ilha do litoral sul do Irã.
  • Segundo o site Mizan, dois mandados de prisão foram cumpridos; um preso era funcionário da zona franca de Kish e o outro, da empresa que organizou a prova.
  • A Justiça abriu um processo criminal contra os organizadores por suposta violação das leis vigentes e do decoro público.
  • Críticos conservadores acusam as autoridades de falhar no cumprimento da lei do hijab, enquanto o governo discute endurecer as normas, ampliando o debate sobre o assunto.

Dois organizadores de uma maratona realizada em Kish Island, ilha no litoral sul do Irã, foram presos na sexta-feira por mandados, após surgirem imagens de mulheres correndo sem hijab. A Justiça abriu um processo criminal contra os organizadores, segundo o site Mizan.

As imagens online do evento mostraram aproximadamente 5 mil participantes, com várias atletas femininas sem uso do hijab. As autoridades citam violação das leis vigentes, decoro público e princípios religiosos, ao justificar a prisão.

O caso ocorre em meio a pressões de setores conservadores para endurecer a aplicação da exigência do hijab, fortalecida após os protestos de 2022. O governo avalia medidas adicionais para reforçar o cumprimento da norma.

Contexto político e jurídico

Os críticos conservadores acusam o Estado de demonstrar ineficiência na repressão à obrigatoriedade do hijab. Líderes parlamentares têm cobrado resultados mais firmes na fiscalização e punição de infratores.

A Justiça iraniana indicou que a investigação inclui autoridades da organização do evento e uma equipe da zona franca de Kish. O episódio intensifica o debate sobre como aplicar a lei de vestimenta na prática.

A reação pública envolve cobertura de veículos conservadores, que classificam o ato como desrespeito às leis islâmicas. A pressão política permanece alta enquanto autoridades avaliam próximos passos legais.

Agência France-Presse contribuiu para a cobertura desta notícia.

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