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Kremlin vê estratégia de segurança de Trump como alinhada à visão da Rússia

Documento da Casa Branca critica a UE e sinaliza abertura à Rússia; negociações de paz entram fase crítica enquanto Kiev enfrenta cortes de energia

Firefighters work at the site of a Russian drone and missile strike in the Poltava region of Ukraine. Photograph: State Emergency Service Of Ukraine/Reuters
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  • Documento da Casa Branca critica a União Europeia e sinaliza abertura para melhorar as relações com a Rússia, enquanto a autoridade russa afirma que ajustes vão na direção de seu interesse.
  • O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, irá a Downing Street para reunião com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, o presidente francês, Emmanuel Macron, e o chanceler alemão, Friedrich Merz.
  • As negociações de paz entram em fase crítica; autoridades dos Estados Unidos dizem estar perto de um acordo, mas não fica claro se a Ucrânia ou a Rússia aceitam o esqueleto do acordo apresentado.
  • Ações contra a infraestrutura energética da Ucrânia continuam, causando quedas de energia e mortes, com ataques de drones e mísseis.
  • Zelenskyy manteve conversa contundente com autoridades americanas após três dias de reuniões na Flórida; emissários de Trump estiveram em Moscou, alimentando o cenário de negociações internacionais.

O governo dos EUA publicou um documento que critica a UE e sinaliza interesse em melhorar relações com a Rússia, em meio a negociações de paz na Ucrânia que entram numa fase crítica. O Kremlin elogiou a política de Donald Trump, afirmando que ela se alinha aos seus objetivos e que há espaço para diálogo, embora tenha alertado sobre possíveis sabotagens internas.

A divulgação ocorreu enquanto a troca de mensagens entre Washington, Kiev e aliados europeus contorna pontos sensíveis sobre garantias de segurança. Kiev pressiona por garantias que impeçam nova invasão, e a cartografia do acordo de paz de Trump permanece alvo de debates entre as partes.

Contornos Diplomáticos

Volodymyr Zelenskyy desloca-se a Downing Street para reunião com Keir Starmer, Emmanuel Macron e Friedrich Merz, buscando apoio europeu e garantias de segurança. Anteriormente, o presidente ucraniano manteve uma ligação de três dias com autoridades americanas durante encontros na Flórida, considerados centrais para avançar o acordo.

Segundo relatos, o telefonema durou cerca de duas horas e foi descrito como difícil por uma fonte próxima aos negociadores. Zelenskyy afirmou, via redes sociais, que as conversas buscaram pontos para encerrar a violência e evitar uma nova invasão.

Panorama dos Estados Unidos

Keith Kellogg, emissário de Trump, afirmou que os esforços para encerrar o conflito estavam nos “últimos dez metros”, destacando a disputa sobre território e o destino da usina nuclear de Zaporizhzhia. Kellogg, que deixará o cargo em janeiro, participou das discussões na Flórida.

Análises indicam que tanto os EUA quanto a UE podem não concordar com o tipo de garantias de segurança que dissuadam a Rússia de nova ofensiva. O cenário permanece volátil, com o objetivo de evitar uma escalada maior.

Situação na Ucrânia

Na zona de combate, ataques à infraestrutura energética ucraniana continuam, causando quedas de energia e interrupções no abastecimento. Um morador de Chernihiv morreu em ataque de drone, no sábado, segundo autoridades locais. Em Kremenchuk, ataque de drones e mísseis atingiu a rede de energia, afetando água e luz no domingo.

A ofensiva energética sucede mais de 600 drones e 50 mísseis utilizados na sexta-feira. Especialistas alertam para um inverno difícil, com consequências humanitárias significativas, enquanto as negociações dialogam com realidades no terreno.

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