- A participação na eleição legislativa de Hong Kong, apenas para patriotas, foi de 31,9% (1,3 milhão de votos) em um total de 7,5 milhões de eleitores registrados.
- O pleito ocorreu com 90 cadeiras, mas apenas 20 vagas são diretamente eleitas, após a reforma de 2019 que restringe candidaturas a pró-Beijing.
- O governo fez ampla campanha para votar, ampliando o horário de funcionamento e distribuindo cartões de agradecimento com recompensas; houve ainda uma música tema oficial da eleição.
- A Comissão Independente Contra a Corrupção informou prisões de 11 pessoas por incitar boicote ou votos inválidos; quatro homens foram presos por esse crime até agora e três já foram processados.
- O contexto inclui o incêndio de Tai Po, com dezenas de mortes, e críticas à segurança de edifícios e à repressão a protestos e à imprensa, além de despejo de um memorial próximo aos prédios atingidos.
O pleito ocorreu neste domingo, em Hong Kong, com candidatura restrita a patriotas aprovados por comitê governamental. A eleição para o Conselho Legislativo, de 90 assentos, manteve apenas 20 vagas diretamente escolhidas pelo voto popular, após a reformas de 2019. O pleito acontece em meio a pressão de Beijing sobre a oposição e ao menor interesse dos eleitores.
No dia da eleição, o governo intensificou a campanha de participação, ampliando em duas horas o horário de votação e realizando ações de mobilização. Dados oficiais indicam que 1,3 milhão de pessoas votaram, contra 1,4 milhão em 2021. O índice de participação ficou em 31,9%, próximo ao recorde de 30,2% de 2021. A população de Hong Kong é estimada em 7,5 milhões.
Ao longo da semana, o ambiente ficou dominado por assuntos de segurança nacional, investigação de boicotes e desinformação. A ICAC informou a prisão de 11 pessoas por suposta incitação ao boicote ou voto inválido; quatro foram detidas na terça e três já foram processadas. Dois temas chamaram atenção: os memoriais próximos aos prédios incendiados foram desocupados; a vigília recebeu ações de fiscalização de segurança nacional.
Contexto e desdobramentos
O incêndio de Tai Po, que provocou a morte de pelo menos 159 pessoas, segue como pano de fundo para a cobertura jornalística. Autoridades investiga potenciais falhas estruturais e questionamentos sobre fiscalização de segurança, enquanto moradores solicitam transparência.
Reações oficiais e cobertura da imprensa
No âmbito institucional, autoridades conduziram uma operação para remover um memorial improvisado próximo aos prédios atingidos. Policiais da área de segurança nacional relataram presença de panfletos e símbolos associadas a protestos anteriores, vinculando o episódio a um ambiente de vigilância maior. Agentes também convocaram veículos de imprensa estrangeiros para esclarecer cobertura sobre o incêndio.
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