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Ideias supremacistas ameaçam soberania da África do Sul, diz Ramaphosa

Ramaphosa afirma que alegações sem provas de genocídio branco ameaçam a soberania e a segurança da África do Sul, com reflexos diplomáticos

The South African president, Cyril Ramaphosa, speaking at the African National Congress party conference. Photograph: Siphiwe Sibeko/Reuters
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  • Ramaphosa alertou para a persistência de ideologias supremacistas brancas e para afirmações sem provas de perseguição aos Afrikaners, que afetam a soberania e a segurança nacional.
  • Ele citou que Donald Trump e Elon Musk propagaram a ideia de genocídio branco na África do Sul, sem evidências, levando a discussões internacionais.
  • O discurso mencionou o boicote dos EUA à cúpula do G20 em Joanesburgo; a próxima cúpula, em 2026, será no Trump National Doral, em Miami, e os EUA convidaram a Polônia para as primeiras reuniões da presidência do G20.
  • Os EUA anunciaram que receberão 7.500 refugiados neste ano, em sua maioria brancos sul-africanos.
  • Afrikaners correspondem a cerca de 4% da população sul-africana; em 2017, possuíam 72% da terra agrícola privada, sem evidência de perseguição sistêmica relacionada à raça.

Ramaphosa alertou que ideologias supremacistas brancas e acusações infundadas de perseguição a Afrikaners ameaçam a soberania e a segurança nacional da África do Sul. O discurso ocorreu no contexto de debates sobre transformação após o apartheid.

O presidente mencionou que algumas correntes insistem em noções de superioridade racial, associadas a uma narrativa de perseguição. Ele destacou que tal propaganda pode impactar relações internacionais e políticas internas de redress.

Ramaphosa não citou nomes, mas denunciou campanhas que, segundo ele, propagam a “genocídio branco” para desacreditar políticas de transformação. O objetivo é enfrentar globalmente esse discurso.

Contexto internacional

O discurso também abordou desdobramentos globais, com referências a declarações sem provas envolvendo Donald Trump e Elon Musk sobre a África do Sul. Segundo Ramaphosa, tais afirmações amplificam a vulnerabilidade do país.

O presidente destacou que o governo dos EUA boicotou a cúpula do G20 realizada em Joanesburgo, argumento utilizado para justificar divergências em temas como igualdade de gênero e clima.

A próxima cúpula do G20, em 2026, deverá ocorrer no Trump National Doral, em Miami, conforme anunciou a organização. A escolha gera controvérsia sobre a influência de atores privados na diplomacia.

Além disso, os EUA convidaram a Polônia para as primeiras reuniões da presidência do G20, substituindo a África do Sul em esse estágio inicial, segundo autoridades americanas.

Os EUA dizem que vão receber 7.500 refugiados este ano, parte deles provenientes da África do Sul, enquanto o programa de refúgio permanece mais restrito para outras situações de conflito.

Contexto sul-africano

A população Africana do país representa cerca de 4%, equivalente a cerca de 2,5 milhões de pessoas. Históricamente, os Afrikaners lideraram o regime do apartheid entre 1948 e 1994.

Dados oficiais indicam que, em 2017, Africulturas possuíam 72% das terras agrícolas privadas, refletindo assim grande concentração de riqueza no setor rural.

Apesar de ataques a famílias de fazendeiros brancos, não há evidência de perseguição sistemática por raça nem de desproporção em relação ao crime violento no país.

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