- O chefe do Estado-M Maior, Eyal Zamir, afirmou que Israel manterá as posições atuais em Gaza, assumindo controle de mais da metade do território.
- A “linha amarela” foi apresentada como uma nova fronteira para Israel, funcionando como linha de defesa e de atuação operacional.
- Novas bases de concreto foram erguidas ao longo dessa linha, com marcadores além da fronteira acordada e planos de repartição de Gaza em zonas verde/vermelha.
- O acordo de cessar-fogo assinado em outubro previa que Israel não ocuparia nem anexaria Gaza; os planos de Trump previam a transferência gradual de território a uma força de segurança internacional (ISF).
- A comunidade internacional discute a criação da ISF, com interesse de alguns países, mas ainda sem envio confirmado, enquanto há projeções de longo prazo para uma futura partição da região.
O chefe de estado-maior de Israel, Eyal Zamir, afirmou que o país manterá as posições atuais em Gaza, controlando mais da metade do território. A declaração foi feita durante visita a reservistas no norte de Gaza.
Zamir descreveu a chamada linha amarela como uma “nova fronteira” que servirá de linha defensiva avançada e de atividade operacional. Ele ressaltou controle operacional sobre partes extensas do território e a continuidade da presença militar.
A fala ocorreu em meio a um cenário marcado por um cessar-fogo assinado em outubro, que prevê que Israel não ocupe nem annexione Gaza. O plano de Trump prevê transferência gradual a uma força de segurança internacional (ISF).
Questionado sobre a política oficial, um porta-voz do Exército afirmou que as tropas atuam conforme o esboço do cessar-fogo e responsabilizou o Hamas pela violação do acordo. Não houve comentário formal do governo.
O acordo de cessar-fogo também envolve a demilitarização do Hamas, porém não especifica cronograma ou mecanismo de implementação. O texto de outubro é visto como base, com fissuras visíveis entre as partes.
A imprensa internacional apontou propostas dos Estados Unidos para uma partição de Gaza ao longo da linha amarela. Documentos vazados sugerem zonas distintas de controle, com áreas de reconstrução e de abandono prolongado em situação de calamidade.
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