- O primeiro-ministro do Japão, Sanae Takaichi, prometeu responder de forma calma e resoluta e ampliar a vigilância marítima e aérea, monitorando de perto as ações da China diante da escalada com Taiwan.
- Navios chineses, a partir do porta-aviões Liaoning, teriam travado radar em caças japoneses (F‑15) duas vezes no fim de semana perto de Okinawa, às 16h32 e cerca de duas horas depois, segundo a defesa japonesa; não houve danos ou feridos.
- O Japão convocou o embaixador chinês no domingo para apresentar protesto formal sobre o incidente.
- A China negou as acusações, afirmando que são inconsistentes com os fatos e destacando que aeronaves do Japão teriam se aproximado de zonas de treino, sem mencionar travamento de radar.
- As tensões refletem disputas sobre as ilhas Senkaku (Diaoyu) e a cooperação de Tóquio com aliados dos Estados Unidos no Indo-Pacífico, em meio a debates sobre Taiwan.
O Japão informou que dois radares de caças chineses J-15, a partir do porta-aviões Liaoning, travaram radar contra aeronaves japonesas F-15, em duas ocorrências separadas no fim de semana próximo a Okinawa. Os impactos ocorreram no sábado, às 16h32, e cerca de duas horas depois, segundo o Ministério da Defesa do Japão. Não houve danos nem feridos.
A defesa japonesa confirmou a natureza das incidências, destacando que não houve confirmação visual de alvos devido à distância. O governo japonês classificou os movimentos como perigosos e extremamente regrettáveis, reforçando que tais ações afetam a segurança aérea da região.
Em resposta, o governo japonês convocou o embaixador chinês e o ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, classificou o episódio como grave. Takaichi, premiê interino, disse que o Japão vai manter vigilância ampliada e monitoramento próximo das atividades chinesas.
Desdobramentos diplomáticos
À noite, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que o relato japonês é incompatível com os fatos e pediu que Tóquio interrompa críticas. Pequim sustenta que aeronaves japonesas se aproximaram de zonas de treino chinesas, colocando a segurança de voo em risco.
O porta-voz chinês enfatizou ainda que a República Popular não reconhece a versão japonesa e ressaltou a necessidade de cooperação para evitar incidentes. A Procurada de comentários do governo japonês reiterou a defesa de que a situação exige resposta firme para preservar a ordem na região.
Contexto e implicações
Tensões entre Japão e China se intensificam pela defesa coletiva e apoio a Taiwan, além da disputa sobre os Senkaku/Diaoyu. O Japão tem intensificado cooperação com aliados dos EUA no Indo-Pacífico, em meio a disputas territoriais na região.
Analistas destacam que o incidente ocorre em um momento de maior pressão estratégica na região, com Washington e Tóquio buscando dissuasão pacífica, mas prontos para respostas proporcionais a ações consideradas hostis. O episódio eleva a vigilância aérea e marítima na área ao redor de Okinawa.
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