- Um ano após a queda de Bashar al‑Assad, a vitória rebelde ocorreu em onze dias, encerrando quatorze anos de guerra em Síria.
- A guerra deixou aproximadamente seiscentos e vinte mil mortos e levou ao fim do aparato de segurança que rendeu ao país o apelido de “reino do silêncio”.
- Assad e a família conseguiram asilo em Moscou em dezembro de dois mil e vinte quatro e vivem em exílio sob proteção russa.
- Syrians têm migrado para Damasco em grande número, mas surgem dúvidas sobre o futuro do país.
- Ayman Ali, ferido em dois mil e doze e dois mil e quatorze, diz ter liberdade, mas não justiça, diante da dificuldade de apresentar denúncias sem evidências.
A menos de um ano da queda de Bashar al-Assad, celebrações tomam as ruas de Damasco, enquanto civis migram para a capital. O regime está no exílio silencioso em Moscou, com proteção russa desde dezembro de 2024. Adata de referência é a vitória militar de 11 dias que encerrou 14 anos de guerra.
Ayman Ali, 53 anos, relata a revolta síria a partir de suas feridas. Ele perdeu o olho direito em 2012 e ficou com uma perna mancada após um ataque em 2014. Hoje trabalha com mídias digitais e vive a busca por justiça apesar da liberdade conquistada.
A queda de Assad ocorreu após ofensivas que surpreenderam o mundo. Milhares de sírios deixaram o país, muitos buscando segurança e uma reconstrução que ainda não chegou. A família Assad fugiu para Moscou, onde permanece sob proteção russa.
Exílio e dilemas
A presença da família Assad em Moscou é objeto de questionamento entre os que vivem em Damasco, que celebram a virada histórica, mas enfrentam incertezas sobre o futuro político e jurídico do país. A cidade recebeu milhares de migrantes internos na semana de eventos.
Ali afirma que identificar responsáveis por massacres é difícil sem evidências, criando um impasse para quem deseja denunciar. Ele aponta que um parente ligado a uma milícia pró-Assad já havia saído do país antes de seu retorno a Damascus.
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