- Civicus classificou os EUA como “obstructed” nesta semana, subindo da linha “narrowed” para a categoria mais restritiva.
- O relatório aponta deterioração rápida das liberdades e ações executivas restritivas, além de ataques à mídia e à dissidência.
- Destacam-se medidas de repressão a protestos, com uso de forças de segurança em manifestações e ações de desinformação institucional.
- Também cita restrições ao espaço de expressão nas universidades, com suspensão de grupos estudantis e investigações por acusações vagas de “apoio material ao terrorismo”.
- A classificação coloca os EUA ao lado de quarenta países nessa faixa, incluindo Hungria, Brasil e África do Sul, e ressalta pressão crescente sobre a imprensa e a independência jornalística.
A Civicus moveu os EUA da categoria “narrowed” para “obstructed” em estudo divulgado nesta terça-feira. O relatório aponta deterioração rápida das liberdades e ações executivas restritivas, além de ataques à mídia e à dissidência. Também menciona uso de forças de segurança em protestos.
Entre os argumentos, a organização cita ações de restrição à liberdade de expressão, leis mais rígidas e repressões a dissidência. O documento antecipa riscos de vigilância ilegal e assédio burocrático a organizações da sociedade civil.
Mandeep Tiwana, secretário-geral da Civicus, destaca preocupações com retrocesso no Estado de direito. Ele afirma que o país parece distanciar-se das liberdades asseguradas pela Declaração de Independência e pela Constituição.
Mudança na classificação
O relatório sinaliza que organizações da sociedade civil ainda existem, mas o espaço cívico é fortemente contestado. O texto cita ataques físicos a jornalistas, processos criminais por difamação e censura institucional.
Dados e contexto
A Civicus lembra o uso de milícias de vigilância, prisões administrativas e hostilização de vozes críticas. A organização aponta cronograma de ações que reduziram o espaço para a imprensa independente e a dissidência.
Contexto global
Com a nova classificação, os EUA passam a integrar 40 países na faixa de “obstructed” neste ano, ao lado de Hungria, Brasil e África do Sul. A lista é usada para monitorar liberdades cívicas mundialmente.
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