- A Tailândia realizou ataques aéreos contra alvos militares no Camboja nesta segunda-feira, 8, na fronteira entre os dois países.
- O confronto deixou um soldado tailandês morto e civis cambojanos feridos; o Camboja informou também mortes de civis em Preah Vihear e Oddar Meanchey.
- Milhares de civis tiveram que deixar suas casas devido aos confrontos na fronteira.
- O cessar-fogo assinado no final de outubro, mediado pelos Estados Unidos, China e Malásia, foi suspenso pela Tailândia após a explosão de uma mina que feriu soldados.
- A disputa é histórica, envolvendo soberania sobre templos e fronteiras traçadas no período colonial francês.
Nesta segunda-feira, a Tailândia realizou ataques aéreos contra alvos militares no Camboja, após confrontos recentes que tiveram desdobramentos na fronteira. A escalada ocorreu poucos dias após incidentes que levaram a mortes e ferimentos entre ambos os lados.
Fontes oficiais de ambos os países confirmam campanhas de fogo cruzado na fronteira. Uma autoridade tailandesa afirma que houve um soldado morto e quatro civis cambojanos feridos, em ataques que atingiram Províncias de Oddar Meanchey e Preah Vihear. Enquanto isso, o Camboja aponta vítimas civis, com relatos de quatro mortos e dez feridos, sem detalhar como os números foram obtidos.
O episódio eleva a tensão já histórica entre Tailândia e Camboja, marcando o ressurgimento de confrontos logo após um cessar-fogo firmado no fim de outubro sob mediação internacional. O acordo, impulsionado pelos EUA, China e Malásia, já havia sido suspenso pela Tailândia semanas depois de uma explosão de mina que afetou soldados.
Segundo o porta-voz do Exército tailandês, os ataques aéreos foram de alta precisão e visaram apenas alvos militares ao longo da fronteira, em resposta aos ataques de fogo cambojanos. Do lado cambojano, a defesa denunciou ataques aéreos em Preah Vihear e Oddar Meanchey, sem confirmar retaliações.
O conflito já provocou deslocamentos em massa, com milhares de civis fugindo para áreas mais seguras na região. Relatos de moradores indicam urgência de evacuação, com comunidades buscando abrigo próximo às linhas de fronteira. Autoridades locais enfatizam a necessidade de proteção de civis diante do recrudescimento do confronto.
Contexto recente
A disputa remonta a deliberações sobre fronteira traçadas durante o período colonial francês e envolve disputas por templos históricos na região limítrofe. Em julho, o cessar-fogo foi alcançado, mas nunca houve uma resolução definitiva sobre a soberania de áreas contenciosas.
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