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Enviado dos EUA afirma que acordo de paz na Ucrânia está próximo

Acordo próximo para encerrar a guerra depende de Donbas e da usina de Zaporizhzhia, com Moscou exigindo mudanças radicais nos documentos dos Estados Unidos

© REUTERS/Valentyn Ogirenko/Proibida reprodução
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  • O enviado do presidente dos Estados Unidos para a Ucrânia afirmou que um acordo para encerrar a guerra está nos “últimos 10 metros”, mas depende de duas questões: o futuro de Donbas e a usina nuclear de Zaporizhzhia.
  • A Rússia pediu mudanças radicais em documentos dos EUA sobre a Ucrânia, e Kushner é visto como principal executor de um possível acordo, segundo o Kremlin.
  • Yuri Ushakov sugeriu que as mudanças seriam “sérias” sem detalhar quais; a situação de Donbas segue em aberto, com disputa legal sobre a região.
  • Zelenskiy disse que entregar Donetsk sem referendo seria ilegal e poderia ampliar ataques russos no futuro.
  • O Kremlin afirmou que espera que Kushner atue na elaboração de um eventual acordo, após longas conversas entre Putin, Witkoff e Kushner; Kellogg deve deixar o cargo em janeiro.

O enviado dos EUA para a Ucrânia, Keith Kellogg, afirmou que um acordo para encerrar a guerra na Ucrânia está próximo, dependendo de duas questões centrais, entre elas o futuro de Donbas e a usina de Zaporizhzhia. As declarações foram feitas durante a presença dele no Fórum de Defesa Nacional Reagan, na Califórnia.

Moscou exigiu mudanças radicais em documentos norte-americanos sobre a Ucrânia, segundo relatos oficiais citados pela mídia russa. O Kremlin aponta que Kushner, próximo a Trump, é considerado o principal executor de um possível acordo, enquanto Yuri Ushakov sugeriu alterações significativas sem detalhar quais pontos.

Contexto político e pontos em disputa

Donbas permanece em disputa, com o território ainda parcialmente controlado pela Ucrânia e reivindicações russas sobre a região. Zaporizhzhia, a maior usina nuclear da Europa, está sob controle russo e figura entre os entraves mencionados. Zelenskiy condicionou qualquer entrega de Donetsk a referendo, argumentando riscos de agressões futuras.

Desdobramentos diplomáticos

No Kremlin, depois de conversas com Witkoff e Kushner, Putin participou de reunião que ampliou o interesse em acordos. O governo russo sinalizou que mudanças profundas nos documentos dos EUA sobre a Ucrânia seriam necessárias para avançar. A conversa entre Zelenskiy e Witkoff/Kushner ocorreu recentemente, segundo a narrativa oficial.

Cronologia e próximos passos

A invasão russa à Ucrânia começou em fevereiro de 2022, em meio a conflito contínuo no Donbas. Comunicados indicam que as partes consideram as questões territoriais e a situação de Zaporizhzhia como determinantes para qualquer acordo. Atenção internacional acompanha as negociações e a avaliação sobre a viabilidade de um cessar-fogo.

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