- O relatório final da Kenova acusa falhas organizacionais graves do MI5 ao permitir que um agente duplo dentro da IRA, conhecido como Stakeknife, cometesse assassinatos e atrapalhasse uma investigação policial.
- Freddie Scappaticci, ligado ao caso, morreu em 2023 aos 77 anos; não há acusações, e o relatório não o nomeia por política de não identificar informantes.
- A Kenova afirma que os responsáveis pelo MI5 ajudaram Stakeknife a evitar a justiça por lealdade que perdura desde os tempos de conflito na Irlanda do Norte.
- Segundo o relatório, os agentes do MI5 retiraram o informante duas vezes da Irlanda do Norte para férias enquanto a polícia tentava interrogar sobre assassinatos e cárcere injusto; não houve prosecuições.
- O caso levou a uma conferência conjunta em Belfast entre líderes da polícia e investigadores, com uma coletiva separada para advogados das famílias das vítimas; o relatório aponta custo estimado de cerca de 40 milhões de libras.
O relatório final da operação Kenova acusa falhas graves da MI5 na gestão de Freddie Scappaticci, agente duplo dentro do IRA, e na proteção de Stakeknife, figura central da rede de informantes. Segundo o documento, o MI5 ajudou Stakeknife a evitar a justiça, em uma postura de lealdade considerada indevida. A conclusão aponta que a conduta pode ter custado vidas.
A Kenova, operação de Polícia sob supervisão de Sir Iain Livingstone e Jon Boutcher, concluiu que a MI5 impediu a investigação policial e promoveu deslocamentos de Scappaticci para fora da Irlanda do Norte, mesmo quando havia suspeitas de homicídio e cárcere privado. O relatório descreve falhas organizacionais graves.
No total, o relatório aponta que a atuação de Stakeknife resultou em crimes graves, incluindo assassinatos, e que a inteligência fornecida não pagou o preço esperado em vidas poupadas. Scappaticci, que morreu em 2023 aos 77 anos, não é identificado nominalmente no documento por política governamental de não nomear informantes.
A investigação, iniciada em 2016 pela PSNI e dirigida pela Kenova, analisou arquivos de inteligência e ouviu ex-membros do IRA e das forças de segurança. Embora tenha revelado impactos reputados, não houve acusações formais até o momento. A equipe pretende realizar uma coletiva conjunta com autoridades e representantes de famílias.
Familiares das vítimas temem que o conjunto de informações não seja suficiente para esclarecer toda a relação entre serviços britânicos e o comando do IRA. O objetivo das entrevistas públicas é esclarecer pontos sobre o envolvimento de serviços de segurança com Stakeknife, sobretudo quanto à proteção de informantes durante os anos de violência na Irlanda do Norte.
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