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Rede de energia australiana precisa triplicar capacidade até 2050, aponta AEMO

Plano da Aemo prevê expansão de transmissão de até 6.000 km, custo de US$ 128 bilhões, economia de US$ 22 bilhões para consumidores e fechamento de grande parte do carvão até 2049

The energy market operator says renewable energy, including solar and wind, remains the primary and least-costly path to meeting Australian energy needs. Photograph: Aston Brown/The Guardian
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  • Aemo projeta que a rede elétrica australiana precisa triplicar até 2050, com expansão de vento, solar e armazenamento em cinco vezes.
  • O plano de sistema integrado sustenta um custo de infraestrutura de cerca de US$ 128 bilhões, com economia para consumidores de US$ 22 bilhões e cortes de emissões de US$ 2 bilhões, se seguido o caminho ideal.
  • A maior parte da capacidade de carvão deve ser encerrada até 2049; usinas a gás operarão como backup, com uso pouco frequente, em torno de 7% do potencial anual.
  • A demanda elétrica deve quase dobrar nos próximos 25 anos, com crescimento de indústria, residências e datacenters; a energia solar de telhado deve se expandir e atender a mais de quatro milhões de imóveis.
  • A meta de 82% de geração renovável até 2030 continua, após renováveis ter representado 43% da geração no último ano e 50% no último mês; a expansão de transmissão foi estimada em 6.000 km, reduzida frente ao plano anterior.

AEMO divulgou, em seu plano integrado, que a rede elétrica australiana precisará crescer de forma significativa até 2050. A previsão aponta a substituição progressiva da carvão por renováveis, com alta demanda e expansão da infraestrutura.

O estudo estima que a capacidade da malha principal de energia triplique até 2050, com expansão de cinco vezes de investimentos em vento, solar e armazenagem. O custo de capex previsto é de US$ 128 bilhões.

A transição deve reduzir custos para consumidores e cortes de emissões, com ganhos estimados em US$ 22 bilhões e US$ 2 bilhões, respectivamente, frente a cenários sem novas transmissões. A meta de 82% de geração renovável até 2030 está condicionada ao ritmo de implementação.

Marcha da renovável e fechamento de carvão

AEMO prevê fechamento de grande parte da geração a carvão até 2049, com uso esporádico de usinas a gás apenas como backup. A expansão de transmissão era estimada em até 6.000 km, menores que a última avaliação, em parte pela suspensão de grandes projetos de hidrelétrica reversível.

O relatório também aponta o crescimento da geração distribuída, com energy solar em telhados atingindo mais de 4 milhões de unidades. A demanda por instalações de armazenamento e a ampliação de redes de distribuição acompanharão esse dinamismo.

Impacto econômico e operacional

Roteiro aponta custo total de infraestrutura de US$ 128 bilhões, considerado essencial para manter confiabilidade e ritmo de expansão. Dos benefícios, destacam-se reduções de custos para consumidores e emissões. AEMO ressalta a importância de manter velocidade de implementação.

AEMO informa que, mesmo com o avanço, o sistema exige novos parques de gás para backup e maior capacidade de transmissão para facilitar o uso de renováveis. A organização enfatiza que atrasos elevam o custo e reduzem a confiabilidade.

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