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Starmer pede atualização da ECHR para frear o avanço da extrema direita

Reino Unido pressiona atualização da Convenção Europeia de Direitos Humanos em Estrasburgo para restringir direitos de imigrantes, com críticas de ONGs e oposição

Starmer and the Danish leader called on European allies to go further in tackling the shared challenge of migration by modernising the ECHR to reflect the challenges of the 21st century. Photograph: Gareth Fuller/PA
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  • Reino Unido defende atualizar a Convenção Europeia de Direitos Humanos para permitir ações mais firmes de controle de fronteiras, incluindo possível reinterpretar o art. oito sobre vida privada.
  • Em Estrasburgo, o ministro da Justiça, David Lammy, atua para manter o compromisso com a ECHR, defendendo mudanças moderadas, enquanto vinte e uma figuras públicas pedem que não haja enfraquecimento dos direitos.
  • Itália e Dinamarca indicaram limitações à convenção; quarenta e cinco países assinaram carta pedindo restringir o alcance da ECHR e avaliando opções para o Reino Unido.
  • Críticos dizem que alterações podem violar direitos de pessoas vulneráveis; especialistas alertam que o art. três — proibição de tortura e tratamento degradante — não pode ser diluído.
  • O governo propõe vias seguras e legais de acesso ao Reino Unido, possíveis ajustes no art. oito e mudanças na interpretação do art. três, com Lammy destacando equilíbrio entre direitos individuais e interesse público.

O governo britânico participa de uma reunião em Estrasburgo para defender atualização da Convenção Europeia de Direitos Humanos (ECHR) e reinterpretar o artigo 8, visando limitar direitos em casos de imigração. A meta é permitir ações mais firmes contra a chegada de imigrantes.

A delegação britânica é chefiada por Keir Starmer, com a participação do ministro da Justiça, David Lammy. A missão inclui apresentar medidas para impedir que requerentes de asilo usem a ECHR para evitar deportações.

A proposta britânica chegou dias antes da cúpula do Conselho da Europa, marcada para esta semana. Países como Itália e Dinamarca já sinalizam limitações à aplicação da ECHR, segundo fontes próximas às negociações.

Ao longo do processo, 21 figuras públicas lançaram um manifesto contra o enfraquecimento da convenção, pedindo firmeza na proteção de direitos humanos e oposição a medidas que possam colocar refugiados em situação vulnerável.

Nas falas antecipadas, Starmer e Lammy defendem a atualização da ECHR para enfrentar desafios da migração em massa e a ascensão de forças de direita. O objetivo é manter equilíbrio entre direitos individuais e segurança pública.

Segundo documentos oficiais, o governo planeja esclarecer como o artigo 8, que trata da vida privada, é interpretado nos tribunais britânicos à luz de normas migratórias. A ideia é conter abusos de interpretação para facilitar deportações.

Lammy deve defender que a ECHR possa ter a sua margem de manobra reduzida em relação ao artigo 3, que proíbe tortura e tratamento degradante. Isso pode elevar padrões para condições carcerárias e serviços de saúde no exterior.

O vice-primeiro-ministro reforça que a saída da ECHR não é solução e pode fragilizar acordos internacionais de segurança. Em Estrasburgo, ele destaca a necessidade de decisões proporcionais na remoção de estrangeiros com direito a permanecer.

O debate ocorre num cenário de pressão política interna, com críticas de organizações de direitos humanos e de parte da oposição a mudanças que possam afetar refugiados. O governo nega que haja diluição de proteções.

Dados oficiais indicam que, no Reino Unido, o último ano registrou o menor número de pedidos de asilo em quatro décadas, quando excluída a exceção de 2020, período da pandemia. Governos divergem sobre caminhos legais.

Além disso, a cúpula envolve discussões sobre novo quadro político que orientará a interpretação da ECHR, com um possível acordo político entre 45 países para influenciar a Corte Europeia de Direitos Humanos.

A posição britânica também prevê vias seguras e legais para imigração, com limites de adesão, a fim de reduzir travessias perigosas no Canal da Mancha. O objetivo é conter fluxos sem abandonar proteções básicas.

Na prática, integrantes do governo sinalizam que mudanças poderiam afetar apenas casos específicos, mantendo o núcleo de direitos protegidos, segundo fontes oficiais ligadas às negociações.

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