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UE aprova endurecimento da política migratória

UE aprova endurecimento migratório com centros de retorno fora da União, sanções mais duras e repatriação a terceiros seguros; debate sobre distribuição de requerentes persiste

Migrantes se arriscam para tentar entrar na Europa via Canal da Mancha. Pelo menos 400 foram resgatados em um final de semana. Quatro morreram durante a travessia. Foto: Sameer Al-DOUMY / AFP
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  • UE aprovou endurecimento das regras migratórias, incluindo centros de retorno fora da União, sanções mais duras a migrantes irregulares e repatriação para países considerados seguros.
  • Medidas precisam passar pelo Parlamento Europeu antes de vigorar.
  • O tema inclui discussão sobre distribuição de solicitantes, com possibilidade de acordo no início do próximo ano.
  • Mesmo com queda de cerca de vinte por cento nas chegadas irregulares, a pressão sobre os líderes da UE continua.
  • Reações variam: críticas de esquerda e de ONGs; apoio da direita e extrema-direita; Bélgica, Suécia e Áustria sinalizam resistência a acolher solicitantes.

Nesta segunda-feira (8), os 27 Estados-membros da UE aprovaram um pacote de endurecimento das políticas migratórias. O conjunto prevê centros de retorno fora do bloco para requerentes de asilo com pedidos rejeitados, além de sanções mais duras a migrantes irregulares e repatriação para terceiros considerados seguros.

O acordo foi aprovado em Bruxelas pelos ministros do Interior, sob a presidência rotativa da Dinamarca. As medidas ainda devem passar pelo Parlamento Europeu para entrar em vigor. O objetivo é intensificar o controle de fluxos migratórios em meio ao crescimento de partidos favoráveis à redução da imigração.

Segundo a Comissão Europeia, as novas regras incluem centros de retorno fora da UE e detenção mais longa para quem permaneça irregularmente no território europeu. A repatriação envolve enviar migrantes a países terceiros considerados seguros pela União.

Apesar da queda de 20% nas chegadas irregulares em comparação com o ano anterior, a pressão entre lideranças permanece. O comissário Magnus Brunner destacou a importância de dar aos cidadãos a percepção de controle sobre a situação migratória.

A França questiona a legalidade de algumas medidas, enquanto a Espanha ainda não se convenceu da eficácia de métodos já testados. O ministro espanhol do Interior, Fernando Grande-Marlaska, sinaliza que a posição pode mudar com o avanço das discussões.

Paralelamente, há negociações sobre um novo sistema de distribuição de solicitantes de asilo entre Estados-membros. O objetivo é aliviar a pressão em Grécia e Itália, com vias para reparto entre demais países e, em caso de recusa, pagamento de 20 mil euros por solicitante.

Entretanto, Bélgica, Suécia e Áustria já recusaram aceitar solicitantes de outros Estados, em tom citado por fontes públicas. A decisão final sobre a distribuição de milhares de requerentes deve ocorrer ainda neste ano, segundo informações oficiais.

O endurecimento acordado é visto como resposta política à ascensão de forças que defendem políticas mais restritivas, e o texto deverá seguir para aprovação final no Parlamento Europeu nos próximos meses. O debate continua aberto entre os mecanismos de distribuição e fiscalização.

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