- O documentário Food Delivery: Fresh from the West Philippine Sea acompanha pescadores e a vida de militares que garantem alimento às ilhas, mostrando assédios da guarda costeira chinesa.
- O filme foi retirado do CinePanalo dois dias antes da estreia mundial, após a China pressionar para não ser exibido no Doc Edge, na Nova Zelândia.
- O material mostra barcos sendo empurrados e cordas cortadas, além de apontar riscos à segurança alimentar nacional e aos direitos marítimos das Filipinas.
- A diretora Baby Ruth Villarama acompanha os pescadores por sessenta dias, incluindo cenas de confrontos com a guarda costeira chinesa e a vida de famílias que ficam longos períodos longe de casa.
- O filme destaca ainda a promessa não cumprida do ex-presidente Rodrigo Duterte de usar jetski para ocupar Scarborough Shoal, citando impactos políticos e sociais sobre a pesca e a soberania no Mar do Sul da China.
O documentário Food Delivery, dirigido por Baby Ruth Villarama, foi retirado do festival CinePanalo no Timor da exibição. A obra, que acompanha pescadores na área conhecida como West Philippine Sea, enfrentou pressão da China para não ser exibida no Doc Edge, na Nova Zelândia. O tema central envolve a precariedade e os custos de sobrevivência no mar, bem como a tensão em torno dos direitos marítimos filipinos.
A produção mostra ataques da guarda costeira chinesa contra as embarcações, além do cotidiano de famílias de pescadores e do trabalho dos soldados que abastecem ilhas locais. O filme também releva promessas contestadas de autoridades, incluindo o episódio em que o então candidato Rodrigo Duterte afirmou ter planos radicais durante debates em 2016.
Food Delivery foi concluído em março e, pouco antes de sua estreia mundial, saiu do CinePanalo após pressão diplomática. A seleção para o Doc Edge, festival na Nova Zelândia, recebeu um pedido formal do Consulado-Geral chinês em Auckland para não exibir o filme, alegando disseminação de desinformação e propaganda política.
Repercussões e contexto
Villarama afirma que a intimidação contra os pescadores não é aceitável e que a vigilância constante afeta a segurança alimentar nacional. O filme também acompanha a rotina de barcos, seus custos e as dificuldades de quem vive do mar, bem como a separação familiar causada pela profissão.
A diretora descreve a filmagem como um registro das vidas que trabalham em silêncio para manter a região abastecida. A produção retrata a relação entre pescadores e o aparato militar local, ressaltando a vulnerabilidade frente a pressões externas na gestão de áreas marítimas.
Entre na conversa da comunidade