- Na terça-feira, dois jatos de combate dos EUA, F/A-18 Super Hornets, circundaram o Golfo de Venezuela por cerca de 40 minutos, perto de Maracaibo.
- Jatos EA-18G Growler de guerra eletrônica também voaram próximo ao golfo, segundo o War Zone; o FlightRadar24 mostrou as aeronaves em tempo real, descritas como as mais assistidas.
- A Venezuela reivindica o golfo como parte de seu território; os EUA contestam os limites e dizem operar em espaço internacional para monitorar atividades ilícitas.
- O Departamento de Defesa afirmou que realiza operações rotineiras e legais em espaço aéreo internacional e que continuará a voar com segurança para proteger o país e apoiar a estabilidade na região.
- As ações ocorrem em meio a tensões entre os dois países, com o presidente Donald Trump prometendo ampliar ações contra traficantes de drogas na região.
Dois jatos de combate dos EUA realizaram uma patrulha aérea perto do Golfo de Venezuela nesta terça-feira, mantendo-se por cerca de 40 minutos. As aeronaves, F/A-18 Super Hornets, voaram em conjunto próximo ao litoral norte de Maracaibo, a maior cidade venezuelana, no espaço marítimo internacional.
Paralelamente, jatos EA-18G Growler de guerra eletrônica acompanharam a área logo acima do Golfo. A atividade foi monitorada em tempo real por sites de rastreamento de voos, que destacaram o interesse público pelo episódio.
Contexto e reação
A escalada de hostilidades entre Washington e Caracas ocorre em meio a declarações da administração Trump sobre ampliar ações contra narcotraficantes na região. O governo venezuelano reivindica o Golfo de Venezuela como parte de seu território, enquanto os EUA contestam tais limites.
O Departamento de Defesa dos EUA emitiu nota reiterando que opera no espaço internacional de forma rotineira, legal e segura, com o objetivo de monitorar atividades ilícitas e apoiar a estabilidade regional. Não houve indicação de alterações oficiais de política a partir dessa operação.
O caso se insere no debate sobre ações militares contra suspeitos de tráfico de drogas e o uso de termos como inimigos de combate. As autoridades norte-americanas justificam as ações pela luta contra o crime transnacional, enquanto críticos questionam a legalidade e a proporcionalidade dessas operações.
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