- O ex-presidente Luis Arce teria sido detido e levado à FELCC, em La Paz, segundo relatos não confirmados.
- A ex-ministra María Nela Prada Tejada afirmou em vídeo ter recebido informações de fontes não oficiais de que Arce teria sido “sequestrado ilegalmente” pela polícia.
- Governo e polícia não comentaram o ocorrido; a estatal Bolivia TV indicou que Arce estaria prestando declarações diante da polícia, com acompanhamento de representantes do escritório do defensor do povo, ligado à investigação de ganhos ilícitos.
- A possível motivação seria o caso do Fundo Indígena, criado para investimentos regionais e fechado em 2015 após esquema de corrupção; investigações foram reabertas após a posse de Rodrigo Paz Pereira.
- Na sexta-feira, a ex-deputada do MAS Lidia Patty foi presa; ela é acusada de ter recebido recursos do Fundo Indígena em contas pessoais.
Luis Arce, ex-presidente da Bolívia, foi detido e levado para a FELCC, a força policial especializada em combate ao crime, nesta quarta-feira. A informação circula de fontes não oficiais e não houve confirmação oficial até o fechamento deste texto. A denúncia envolve o suposto sequestro ilegal.
Maria Nela Prada Tejada, ex-ministra de governo de Arce, afirmou ter recebido informações de fontes não oficiais sobre a detenção. Segundo ela, Arce estaria acompanhado por funcionários no momento do ocorrido e foi levado a uma unidade da FELCC na região de La Paz. Não houve posicionamento formal das autoridades.
A investigação estaria ligada ao caso do Fundo Indígena, criado para direcionar parte da arrecadação de hidrocarbonetos para projetos regionais. O Fundo foi encerrado em 2015 após denúncias de desvio de recursos, e novas auditorias foram iniciadas após a posse do presidente Rodrigo Paz Pereira, para apurar eventuais irregularidades durante gestões do MAS. Patty foi presa na última sexta-feira.
Contexto e desdobramentos
Arce ocupou a presidência até novembro passado, quando cedeu o cargo a Paz Pereira, em meio a mudanças políticas e perspetivas de continuidade de reformas econômicas. A detenção ocorre em meio a investigações sobre irregularidades associadas ao Fundo Indígena e a outras ações de auditoria promovidas pelo atual governo.
Repercussões e próximos passos
A Polícia e o governo não se pronunciaram oficialmente sobre o caso até o momento. A cobertura pública tem destacado a ausência de notificações formais e a presença de autoridades no local, além de relatos contraditórios sobre o andamento das investigações e o estado de Arce. A apuração segue em andamento.
Entre na conversa da comunidade