- Dados oficiais apontam queda de 37% nos homicídios desde que a presidenta Claudia Sheinbaum assumiu o cargo, com média diária de quase 55 assassinatos em novembro, frente a quase 87 em setembro do ano passado.
- Analistas ressaltam cautela: a redução de homicídios não significa menor violência geral, já que desaparecimentos aumentaram e as prisões e apreensões são usadas como indicador de atuação estatal.
- Entre outubro de dois mil e vinte e quatro e novembro de dois mil e vinte e cinco, quase quarenta mil pessoas foram presas por crimes de alto impacto, com mais de vinte mil armas apreendidas e 311 toneladas de drogas confiscadas.
- Especialistas afirmam que os números de homicídios podem esconder o contexto de insegurança, devido a dificuldades em identificar corpos e à possibilidade de crimes serem ocultados por desaparecimentos.
- O governo atribui parte da queda à estratégia de segurança, mas críticos dizem que o quadro de violência continua grave e que os dados de homicídios não capturam toda a realidade.
O número diário de homicídios no México caiu 37% desde que a presidente Claudia Sheinbaum assumiu o cargo, segundo dados oficiais. A média ficou em cerca de 55 assassinatos por dia em novembro, ante 87 no mês anterior.
A chefe do sistema nacional de segurança, Marcela Figueroa Franco, divulgou a informação durante a coletiva diária em 27 de novembro. Sheinbaum destacou que novembro registrou o menor total de homicídios para o período em uma década.
Historicamente, o país viveu picos de violência, com 36.773 homicídios em 2020, o maior patamar já registrado. Desde então, as ocorrências têm declinado, chegando a 33.550 no ano passado, segundo o órgão estatístico nacional.
Analistas ressaltam cautela ao usar apenas homicídios para avaliar a segurança pública. Observam aumento de desaparecimentos e dificultam identificação de vítimas, o que pode distorcer o diagnóstico de segurança.
Dados de think tank apontam queda de mais de 20% nos homicídios nos primeiros 10 meses deste ano, em relação a igual período de 2024, mas houve alta de desaparecimentos, com variações de até 200% em alguns estados.
O governo informa quase 40 mil prisões por crimes de alto impacto entre outubro de 2024 e novembro de 2025, além de mais de 20 mil armas apreendidas e 311 toneladas de drogas sequestradas.
Especialistas dizem que as ações policiais fortalecem o combate à criminalidade, ainda que não exclusivas de combate a todos os níveis de violência. Questionam se as métricas de homicídios refletem a realidade da insegurança.
Estados com forte atuação de cartéis continuam a registrar episódios de violência. No último mês, houve o assassinato de um prefeito em Michoacán, entre os casos de violência que marcaram o período recente.
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