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Ladrões do Louvre fogem da polícia com 30 segundos de sobra, diz investigação

Nova investigação aponta que apenas uma das duas câmeras funcionava; falha de coordenação levou policiais ao local errado e ladrões fugiram com 30 segundos de vantagem

The investigation was ordered by the culture ministry after the embarrassing daylight heist.
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  • Nova investigação afirma que apenas uma das duas câmeras funcionava no local, com controle de imagens limitado, no dia 19 de outubro de manhã.
  • Falhas de coordenação fizeram policiais seguirem para o lugar errado e os ladrões fugiram com cerca de 30 segundos de vantagem; as joias estão avaliadas em US$ 102 milhões.
  • Quatro suspeitos foram detidos após o golpe, que ocorreu na Apollo Gallery ao longo de cerca de dez minutos.
  • Auditorias anteriores, incluindo uma de 2019, apontaram vulnerabilidades de segurança, como acesso pela varanda ribeirinha, que não foram implementadas.
  • A investigação critica a Louvre e a autoridade reguladora pela falha de proteção e de coordenação, aumentando a pressão sobre a direção do museu.

O Louvre sofreu um roubo de joias da coroa em outubro, quando intrusos arrombaram a Galeria Apollo pela manhã de 19 de outubro. As peças, avaliadas em cerca de 102 milhões de dólares, não foram recuperadas até o momento. A investigação aponta falhas de segurança evitáveis e coordenação insuficiente entre autoridades.

A operação envolveu quatro suspeitos detidos após fuga de moto de alta velocidade. Policiais e seguranças privados chegaram ao local com atraso relativo, facilitando a evasão de cerca de 30 segundos. O episódio expôs vulnerabilidades já apontadas em auditorias antigas do museu.

A investigação, encomendada pelo Ministério da Cultura, revelou que apenas uma das duas câmeras funcionava na área violada. Além disso, o controle de imagens não permitiu acompanhamento em tempo real, e a coordenação entre órgãos foi inadequada. A diretora do Louvre, Laurence des Cars, reconhece falhas administrativas.

Falhas de segurança reveladas

Relatório apresentado à comissão de cultura do Senado aponta que o museu não implementou recomendações de auditorias de 2019, incluindo reforço do vidro de portas e melhoria do sistema de monitoramento. A gestão anterior também não foi informada sobre a auditoria, segundo a investigação.

Especialistas ressaltam que o sistema de CCTV instável, a janela de acesso pela varanda ribeirinha e a resposta inicial inadequada contribuíram para a perda. Os investigadores destacam que medidas técnicas e organizacionais poderiam ter evitado o roubo.

Repercussões e desdobramentos

Políticos e gestores seniores devem ser ouvidos em upcoming sessões sobre o caso. O Louvre prepara ações para acelerar melhorias de segurança, incluindo treinamento de equipes e atualização de equipamentos. A instituição registrou recentemente danos na documentação egípcia, vítimas de um vazamento hídrico.

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