- Combates recomeçaram na fronteira entre Tailândia e Camboja, menos de dois meses após o cessar-fogo que o então presidente Donald Trump ajudou a fechar.
- Mais de quinhentos mil pessoas já foram deslocadas desde o início do conflito.
- Até a noite de terça-feira, militares tailandeses registraram quatro mortos e sessenta e oito feridos; a defesa cambojana confirmou nove civis mortos e vinte feridos.
- Hun Sen afirmou que Camboja, embora deseje paz, precisa reagir para defender seu território.
- Trump sinalizou que fará uma ligação para acalmar a situação, após o retorno dos combates e a violação do acordo mediado pelos EUA.
Combates recomeçaram nesta semana na fronteira entre Tailândia e Camboja, rompendo o cessar-fogo mediado pelos EUA no mês anterior e mantendo a tensão que persiste desde novembro. A retórica militar voltou a esquentar no sudeste asiático.
Mais de 500 mil pessoas já foram desalojadas desde o retorno dos confrontos. O acordo de paz apoiado pelos EUA acabou não resistindo aos ataques e às acusações mútuas entre as partes. A Administração de Trump havia utilizado a trégua para visar desescalada na região.
Trump sinalizou que fará uma ligação para tentar acalmar a situação. A declaração ocorreu durante ato público em Pensilvânia, onde ele ressaltou ações de mediação e voltou a sugerir capacidade de influenciar conflitos globais. A tensão na fronteira foi citada como motivo da conversa.
Números de vítimas
Até terça-feira à noite, militares tailandeses indicaram 4 soldados mortos e 68 feridos. A defesa cambojana informou 9 civis mortos e 20 feridos, em balanço ainda sendo atualizado por autoridades locais. Hun Sen afirmou que Camboja, embora busque a paz, reage para defender o território.
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